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Animes censurados: até que ponto a censura em animes chega?

25 minutos para leitura
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Atualmente, é normal sabermos que existem de fato censura em animes. Além disso, é até relativamente fácil identificar quando damos de cara com animes censurados, onde ocorre algo para dar aquela aliviada na violência ou na sexualização de uma cena, por exemplo.

Censuras-e-Originais-de-Animes-Famosos

No entanto, quando “tudo isso aqui era mato”, nós não imaginávamos que os personagens de Naruto sangravam, Sanji fumava e Vegeta e Trunks tem o habito de mostrar o dedo do meio pro pessoal.

Porém, neste artigo, você verá que apagar o sangue, substituir um objeto ou até mesmo deletar um episódio é fichinha perto do que um estúdio é capaz de fazer para que a obra consiga passar pela restrição de idade imposta nos canais de TV em um determinado país.

Essas alterações ocasionam frequentemente o aumento ou a diminuição do faturamento em cima dos produtos relacionados ao respectivo título.

Além disso, discuto um pouco sobre como a censura pode impactar negativamente uma história.

Fora que, certas vezes, pode até mesmo fugir completamente do que o autor ou autora queria passar com a respectiva cena ou característica que fora censurada. Ainda, até mesmo hentais e tentáculos estão na pauta.

Mas bem, comecemos do começo sobre esse papo de animes censurados.

10 anos: escapar da censura é o foco?

É fato que crianças tem o costume de imitar seus ídolos e serem influenciadas pelos mesmos.

Partindo dessa premissa, vários países tem algum órgão ou departamento que fica responsável por avaliar o que pode e o que não pode ser apresentado em qualquer tipo de entretenimento. Seja animes, livros, mangás jogos eletrônicos e até games de tabuleiros.

Aqui no Brasil, temos algo assim:

classificação-de-censura da cupula do trovao
Clique para ampliar!

Normalmente, animações contem classificação indicativa de 10 anos, pelo motivo de que a maioria delas terem algum tipo de luta corporal ou ou violência de baixa intensidade.

Em teoria e de maneira generalizada, os psicólogos assumem que uma criança dessa idade é capaz de saber que utilizar a agressão física é “errado” e pode machucar os envolvidos.

Esse tipo de conteúdo pode ser exibido em qualquer horário de programação da TV aberta, podendo abranger uma enorme variedade de público. Conseguindo assim, uma maior rentabilidade.

Variação da censura em animes de país em país

Todavia, como esse tipo de regulamentação não é internacional, cabe a cada nação decidir o quão grave uma imagem pode ser para seu público.

E isso pode variar de um simples gesto com a mão, símbolos religiosos e até coisas banais que só valem para determinado país.

Vegeta e Trunks dentro de animes censurados

A série Dragon Ball, dentro do grupo de animes censurados, foi quase que inteiramente dedicada a todos os tipos de público, com exceção daqueles episódios mais antigos de que foram excluídos e que a gente evita de falar.

Tipo essa cena do Goku e Bulma que nunca foi ao ar no Brasil:

O problema é que o Japão costuma ser bastante tolerante com conteúdos considerados violentos e até mesmo polêmicos.

E, mesmo assim, animes como Yu-Gi-Oh, Pokemon e Dragon Ball são verdadeiras minas de dinheiro para as empresas de entretenimento, mesmo sendo animes censurados.

Então, essas empresas fizeram o possível para exibi-los aqui no ocidente, mesmo que para isso precisassem acabar com o impacto de algumas cenas.

O mesmo vale para os canais internacionais, que também queriam exibir esses títulos.

Cenas censuradas de Yu Gi Oh relacionadas a violência

Por exemplo, vejamos Yu-Gi-Oh, que não foi feito para determinada faixa etária. A obra contem cenas com sexualização, armas de fogo e ameaças.

Isso facilmente entraria numa restrição de 14 anos aqui no Brasil, sendo assim, foi necessário adaptar tanto a animação quanto os jogos. Mudando símbolos, imagens e diálogos.

Até mesmo aquele movimento bizarro “anti cartinhas do demônio” pode ser considerado um tipo de censura, embora fuja do âmbito anime e parta para um contexto mais “físico-social”.

Aliás, quem aí teve a sorte de não ter suas cartas queimadas pela vó?

Cartas de Yu Gi Oh como exemplo de censura em animes

Afinal, animes censurados ficam prejudicados?

Com todos os exemplos de sucesso citados acima, é fato que com um pouco de criatividade, o estúdio consegue driblar a restrição de idade em alguns países e atingir o público-alvo desejado, mas sem que haja impactos desastrosos na narrativa da animação.

Censura usada em Terraformars

Porém, e quando a censura é mal utilizada? Bem, em animes censurados como Terra Formars, as vezes isso acontece:

O anime foi severamente prejudicado por ser extremamente violento. O estúdio se viu na obrigação a censurar (de maneira preguiçosa) boa parte da animação para que ela fosse ao ar nos canais japoneses.

E, claro, o anime foi um fracasso em vendas. O público odiou ver tantas cenas cortadas ao meio por manchas negras fazendo com que o espectador não entendesse nada do que estava acontecendo naquele momento.

Sangue sendo censurado em Tokyo Ghoul, que foi usado como bom exemplo no artigo sobre animes censurados

Agora, neste exemplo de Tokyo Ghoul, é totalmente o oposto.

Apesar de ainda conter bastante violência, com pouco recurso já se pode evitar certas restrições e atingir uma maior gama de público.

Quando os animadores decidem que remover o sangue da cena pode deixar ela menos impactante, algumas vezes eles congelam o quadro e utilizam esse efeito negativo que ameniza a brutalidade da ocasião.

Até onde pode ir a censura em animes?

Ok, ok. Anteriormente, vimos episódios excluídos, objetos substituídos e até mesmo manchas negras na tela para evitar certos desconfortos que podem ocorrer ao público.

Mas, e quando uma animação muda sua narrativa, a ordem de episódios e até troca o parentesco de alguns personagens só para manter o sucesso que ele esta fazendo?

Usaremos Sakura Cardcaptors como exemplo, mas temos mais casos parecidos no mundo.

Sakura a protagonista de um dos animes censurados mais afetados

Aqui no Brasil, Sakura Cardcaptors foi licenciado pela Cloverway Inc. que praticamente não realizou alterações significativas no anime.

Mas, a Nelvana e a WarnerBros Kids, estúdio de dublagem responsável pela versão norte americana e o canal onde a série foi exibida, conseguiram ir além do básico.

Primeiramente, foi alterado o nome de “Cardcaptor” para “Cardcaptors“, no plural. Um dos principais motivos foi para que o personagem secundário, Syaoran, fosse tão importante quanto a protagonista Sakura.

Além disso, a distribuidora reorganizou alguns episódios, mudou diálogos, omitiram informaçõescortaram episódios e mesclaram com outros.

Por meio da dublagem, ainda, alteraram até a própria personalidade da Sakura. Talvez esse seja um dos maiores casos de animes censurados severamente afetados.

O foco também foi omitir parte da temática principal da série: o ocultismo. E como fazer isso numa série onde o ocultismo é parte da essência?

Bem, 100% não dá, mas quem sabe com a exclusão de cenas sobre a mãe falecida da Sakura ou diálogos sobre ocultismo pode ajudar. Só que, sinceramente: pra quê?

E como não podia faltar…

Além disso, todo o tema LGBT foi completamente cortado.

Sakura e sua amiga voando

A Tomoyo (que é apaixonada por Sakura) teve seu papel mudado de “melhor amiga” para “prima”, para justificar a proximidade das duas.

Alguns diálogos também foram alterados para ajudar nisso. O mesmo acontece com o relacionamento entre Toya e Yukito, que já tinham um relacionamento antes mesmo do inicio da história do anime.

Toya e Yukito servindo de exemplo para censura em animes numa cena de arvore

Claro que esses são só alguns dos muitos exemplos que encontramos em animes censurados.

Porém a questão aqui é: como as criadoras da história (grupo CLAMP) se sentiriam vendo sua história e narrativa serem simplesmente mixadas o suficiente para termos resultados como esse?

“Ah, mas elas venderam os direitos!”

Bem, pode até ser verdade. Mas isso não implica automaticamente que estão felizes com esse nível de alteração. Fora que sabemos que a indústria dos animes pode ser um pouco complicada, e, muitas vezes, não houveram outras escolhas senão vender seus direitos. Nunca saberemos.

Esse tópico foi em boa parte baseado no vídeo abaixo, então, se quiserem mais informações sobre Sakura em si, vale a pena conferir.

Animes censurados: uma visão já preparada

Para facilitar a distribuição para todo o mundo, hoje em dia várias animações já veem “compatíveis” com o mercado ocidental.

Sendo assim, empresas como a Pokémon Company foram uma das primeiras a tomarem essa iniciativa. Posteriormente, foi seguida por várias outras.

Isso facilita na aquisição da obra por empresas de diversos ramos que incluem também brinquedos, roupas, etc. Por final, resultando em mais lucro para todos os envolvidos e menos trabalho a ser feito nas alterações.

Meme do Stonks com Pikachu vestido de investidor

E, no fim, a censura atrapalha a narrativa do anime?

A minha resposta para isso é: muitas vezes sim. Porque quando uma obra não está preparada para aquele público, censura-la às vezes atrapalha o entendimento dela.

Irei usar Gash Bell como exemplo dessa vez.

Visual de Gash Bell servindo como exemplo de animes censurados

Na obra, os Mamodos, que são demônios vindo do inferno travam uma batalha na terra a cada mil anos para decidir quem será o novo rei do inferno. Mas, obviamente essa informação foi alterada ou intencionalmente omitida.

Porque, bem, “demônios” são tabu máximo para cristãos, que é a religião mais praticada no Brasil. Então é válido? Talvez.

Só que das outras coisas omitidas na animação dublada é o que acontece com eles quando eles “partem” do nosso mundo. Ou seja, não fica claro se eles morrem ou se voltam para o mundo deles.

“Ah, João, lógico que eles voltam para o mundo deles”, ok, mas por que tanta tristeza e medo de partir? Alguns deles até odeiam lutar. Por que simplesmente não desistem da luta e voltam para casa?

A resposta é simples: o novo rei dos demônios decide o destino de todas as almas assim que assume o trono. E muitas vezes, eles aniquilam vários outros Mamodos. Principalmente aqueles que foram enfrentados na Terra.

No mangá, há um Mamodo que está obstinado em destruir todos da sua raça quando se tornar rei. E é por isso que todos tem medo de perder. Às chances de eles serem mortos de vez é muito grande.

E, talvez por isso que tiveram que alterar o final do anime, não apresentando esse vilão e não ser permitido introduzir a morte no anime, deixou uma lacuna em sua motivação. Afinal, o que ele iria dizer no lugar de matar?

Onde quero chegar?

Mas voltamos ao ponto de: é justo arruinar a narrativa de uma história e os elementos que enriquecem aquele universo “apenas” porque “é para criança”?

Em outras palavras, quero chegar em: até que ponto vetar esse tipo de reflexão em crianças seria de fato interessante?

Pense nisso.

E só temos coisas ruins na censura em animes?

Com certeza não. Afinal, as vezes, censurar alguns conteúdos pode ajudar a interromper a propagação de calamidades ou de acontecimentos traumatizantes, como é o exemplo de Tokyo Magnitude 8.0 e Full Metal Panic? Fumoffu.

No primeiro caso dos dois animes censurados, tivemos o adiamento do título por vários meses, pois em sua data prevista inicial, o Japão havia acabado de passar por uma catástrofe natural ocasionada de fortes terremotos. E bem, o título era essencialmente sobre uma tragédia envolvendo terremotos.

Já no segundo, em um episódio do anime tivemos um caso de sequestro que muito se assemelhava à um caso real de sequestro no território japonês, e, por isso, o episódio foi tirado de exibição.

Temos ainda casos de violência extrema pelas mãos de crianças, como em Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans, onde uma das crianças simplesmente mete a bala em diversos adultos, matando todos e gerando uma grande porém polêmica cena.

Mobile Suit Gundam Iron-Blooded Orphans criança machuada apoiada numa parede com cara de assustada

E claro, a censura atua até que bem em casos mais leves também, tipo os já mostrados em imagens acima, como os dedos do meio em Dragon Ball.

Neste caso, apesar de nós, como adultos, podermos encarar isso mais para o lado cômico, seria bem chato se nossos filhos saíssem apontando esse dedo para os outros como bem quisessem. Ou nós mesmos como crianças fazendo isso… imagine o chinelo voando!

Sendo assim, nem sempre termos animes censurados é algo ruim (dependendo do ponto de vista).

E falarei mesmo sobre hentai nesse artigo?

Talvez tenha sido para isso que você veio aqui, né?

Essa é uma parte que chega até a ser muito um pouco controversa dentro dessa história toda, pois no Japão é normal vermos cenas mais violentas, conteúdos mais agressivos e temáticas mais pesadas até passarem na peneira e conseguirem uma classificação indicativa para o público mais jovem.

Porém, a pornografia é completamente tabu por lá, sendo até mesmo censurada em conteúdos +18. Pois é, o negócio é FEITO para adultos, mas é CENSURADO. E desde 1907, inclusive.

As partes de cima ficam a amostra, ao contrário das partes de baixo, que são ofuscadas por mosaicos. E não vou botar uma foto disso. Use sua imaginação.

Mesmo que após a Segunda Guerra Mundial, momento em que os EUA aboliram todas as formas de censura e de controle de liberdade de expressão, no Japão, não foi bem assim.

Ainda atualmente as leis conservadoras criadas muito tempo atrás vigoram, e quase nada atualizadas.

A mesma regra vale para animes e mangás do gênero “hentai”. Sendo assim, nestes materiais, as partes íntimas geralmente possuem uma espécie de tarja branca ou preta que tapa praticamente NADA da cena, estando ali somente para burlar a lei.

Em outras palavras, em síntese, aqui no ocidente censuramos programas que tragam maior teor de violência e ofensas, mas a pornografia é feita livremente.

Entretanto, no Japão, muitos animes que possuem um conteúdo violento passam na classificação e às vezes são exibidos em horários diurnos, e ainda tem diversas coisas que poderiam ser consideradas politicamente incorretas. Só que ai, no que tange a sexualidade, até mesmo o material ADULTO é censurado.

Faz sentido para você?

Como começou essa censura?

Lá atrás, em 1868, a visão dos japoneses era muitíssimo liberal em relação a sexualidade, e a prostituição era um negócio extremamente comum por lá.  

Imperador Meiji foto em preto e branco
Imperador Meiji

Sendo assim, o Imperador Meiji, tentando modernizar o Japão (para os padrões da época), adotou um senso de moralidade da Inglaterra Vitoriana que condenava pensamentos sexuais e a arte.

Após isso, no ano de 1907, o Artigo 175 do código penal proibia a venda e distribuição de materiais obscenos em território japonês, direcionado ao povo japonês.

Nesse documento, é dito que as genitálias humanas e os pelos pubianos são considerados obscenos. Isso levou diversos artistas a reduzirem a criação de pornografia, principalmente pelo medo de acabarem atrás das grades.

Hoje em dia, contudo, graças ao advento da internet, não é tão difícil assim achar filmes japoneses sem o tal do mosaico, mas estes normalmente são feitos para exportação ou de maneira ilegal.

E os famosos tentáculos? De onde vem?

Surpreenda-se ou não, existe até mesmo um termo específico para pornografia que usa deste artifício. Ela se chama: shokushu goukan (触手 強姦).

Esse termo na verdade tem um significado um pouco mais sombrio, pois o mesmo pode ser usado para descrever uma criatura com tentáculos usando-os para abusar de algum personagem em anime, mangá ou livro.

Segundo o site Suki Desu, o primeiro caso de “abuso por tentáculos” foi em uma das ilustrações de Katsushika Hokusai em sua obra “Kinoe no Komatsu“, publicado em 1814.

Agora, em animação, a primeira vez que esses tentáculos apareceram foi num OVA chamado “Out of Control“, de 1986.

Os tentáculos nada mais são do que uma forma que os autores de dōjinshi hentais encontraram para burlar essa lei que proíbe a amostra de genitália na Terra do Sol Nascente.

Criativo ou nojento?

Um exemplo prático…

Em minha humilde opinião, de quem passou a infância toda assistindo Dragon Ball, penso que eu teria achado “muito maneiro” ver o Vegeta mostrar o dedo do meio para todo mundo.

Desta forma, assim como o filho do príncipe sayjin, Trunks, eu, o pequeno Joãozinho, seguiria o exemplo e faria o gesto para um adulto ou para meus amigos. Por quê? Porque eu gostava (e ainda gosto) do Vegeta.

Só que isso teria sido um problema para mim.

E essa é a parte boa da censura, porque ela previne crianças de fazerem coisas imprudentes, que podem varias de mostrar um dedo, falar um palavrão ou procurar pela arma do pai policial pela casa para brincar porque viu isso na TV.

Exagerado? Acredito que não. Afinal, já vimos isso acontecendo. E mais de uma vez…

Finalizando…

Desta forma, é completamente entendível dentro de animes censurados que algumas cenas isoladas sejam cortadas ou até mesmo diálogos sejam alterados para que a obra se adapte melhor ao novo público-alvo.

Muitas vezes os motivos são nobres, mas as vezes nos deparamos com casos brutos como de Sakura Cardcaptors nos EUA, onde arruinaram grande parte da mensagem do anime, retirando muito de suas principais temáticas: sexualidade, ocultismo e o protagonismo feminino.

Outrora, temos casos como o de Gash Bell que, apesar de retirar parte do peso da narrativa e da construção de mundo, não chega a prejudicar tanto assim. Mas, bem, talvez isso só aconteça porque Gash Bell não é um anime tão fácil de monetizar em cima de produtos, né?

Afinal, é bem mais fácil convencer os pais das crianças a comprar cartas Clow do que um Mamodo de brinquedo.

Em outras palavras, independente parte boa ou ruim sobre censura em animes, censurar uma obra muitas vezes tem apenas uma motivação realmente grotesca por de trás dos panos.

E essa motivação é bem mais poderosa que a força da amizade:

Participe dessa discussão deixando aí nos comentários as cenas mais fortes (ou zoadas) que vocês já viram nos animes cesurados!

EXTRA: 5 CASOS DE ANIMES CENSURADOS

1) Nanatsu no Taizai

Na primeira imagem era para brincar de “quem é esse Pokémon”?

E não sei de quem foi a brilhante ideia, mas trocar a cor do sangue de vermelho para branco pode ter fortalecido o time anti-Nanatsu que chama a série de Mamatsu no Papai.

2) Terra Formars

Usei esse exemplo no texto mas irei repetir ele por aqui.

Se era para fazer um anime assim, onde temos violência extrema e gratuita em literalmente todo episódio, mas botar manchas pretas praticamente NA TELA INTEIRA, para que fazer o anime afinal?

3) To Love Ru (ou quase qualquer ecchi)

Bem, a ideia desse tipo de obra é 100% só mostrar peitos e garotas sendo sexualizadas, porque a história geralmente é desinteressante ou inexistente.

Não estou entrando no mérito aqui sobre se esse tipo de anime deveria ou não existir, mas assim, se é para fazer um negócio que é somente para mostrar esse tipo de coisa, porque diabos exibir censurado com essas luzinhas?

Provavelmente é só para poder passar num horário mais cedo na TV e convencer a garotada a comprar a versão Blu-ray depois, porque nesta a censura é inexistente.

Só que claro que a versão da TV ficará tosca com esses raios de luz saindo do nada. Aliás, alguns animes não retiram a censura das cenas mesmo nas versões Blu-ray. Então, qual o sentido em FAZER o anime no fim das contas?

Provavelmente existe um motivo sujo por trás, mas não acho que valha uma reflexão profunda demais.

4) Dragon Ball

As censuras em Dragon Ball costumam incomodar o pessoal mais velho que assiste, mas vale lembrar que a parada é mais para crianças, no fim das contas.

Sendo assim, cenas como braços sendo arrancados e sangue pingando poderiam gerar muito mais impacto do que o necessário nos espectadores. Pelo menos deve ter sido isso que pensaram quando fizeram coisas como as da foto acima.

Além disso, sigo afirmando que a censura nos dedos do meio também são relevantes porque é um gesto simples, porém ofensivo se não “souber como usar”.

5) One Piece

Olha a faca na mão da moça da direita. Bem, essa provavelmente foi censurada por temer a reação do público mais jovem, que é majoritariamente o público que assiste ao anime. Pelo menos é o público-alvo.

Essa cena passou por diversas alterações, todas com intenção de não passar uma situação muito deprimente, negativa e acima de tudo tão impactante.

Em suma, infanticídio e suicídio serão temas que a série de One Piece certamente não vai querer abordar com os fãs mais novos.

Fontes: Gyabbo; SkDesu; SenpaiTV; Cronosfera

Escrito por

João Bernardes

Escritor

Gamer | Mestre dos guias

Campo Grande - MS

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