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Guilty Pleasure: tudo aquilo que é ruim, mas é bom

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Você sabe o que significa o termo “guilty pleasure”?

A tradução literal desse termo é “prazer culposo”, ou seja, é tudo aquilo que apesar de dar prazer a você, no fundo, também passa um sentimento de culpa. É quase como se na verdade você sentisse vergonha ou constrangimento por gostar/fazer tal coisa.

Eu achei muito legal a definição que eu vi no blog Sobre A Vida, em uma publicação de Eduardo Benesi, onde ele definiu os “guilty pleasure” da seguinte maneira:

“Eles muitas vezes podem ser inconfessáveis, já que desafiam uma compreensão isenta de críticas pelo senso comum ou por patrulhas do moderno.

Sendo assim, é o medo de você passar vergonha com você mesmo. Um guilty pleasure geralmente se define por um prazer muito específico, mas que é socialmente questionável, e por isso ele acaba se configurando como um perigo a ser descoberto.”

Um prazer específico, mas que é socialmente questionável, essa é a definição mais precisa e completa de guilty pleasure que eu já li.

Um exemplo prático de Guilty Pleasure!

Ainda, na mesma postagem, Eduardo Benesi fez um tipo de “teste” muito interessante. Ele deu um exemplo, por assim dizer.

Vou fazer o mesmo com você aqui. Vamos lá: vou colar abaixo 2 pensamentos que, ao meu ver, são muito consistentes e verdadeiros, porém, não vou dizer de quem são. Seguem:

“Quando você olha no retrovisor da sua vida
sempre vai descobrir um professor que foi fundamental
na sua formação.” (1)

“Reconhecer os próprios erros não é humildade, não. Reconhecer e aprender com os próprios erros, é ambição. ” (2)

Legais né? Tais pensamentos realmente me fizeram refletir um pouco sobre a vida. Além disso, essas frases parecem ser citações de, sei lá, grandes filósofos da era moderna ou contemporânea, certo?

Mas não são.

A primeira é do Faustão (1), e a segunda do Pedro Bial (2). É, pois é.

Soma de Shokugeki no Soma bem surpreso
“Eu definitivamente não estou surpreso!”

Estou certo? Ou não?

E agora eu pergunto a você: você, por exemplo, usaria tais citações como legendas para suas fotos em redes sociais ou as encaixaria elas num discurso sério de formatura?

Nesse caso, se sua resposta for “não”, você estaria deixando de anunciar que gosta/gostou de algo (nesse caso, da citação, caso tenha gostado dela claro) pois teria “medo” do que a sociedade iria pensar de você.

Tudo porque… bem, um deles já é meme viralizado na internet, e o outro, foi apresentador de um dos programas de TV mais repugnantes da televisão brasileira durante muito tempo. Aliás, nem sei se ele é ainda, então me perdoe se eu me equivoquei na afirmação.

Este é o tipo de “vergonha” e “constrangimento” que os guilty pleasures representam. Muitas pessoas aclamam não ter nada em suas vidas que lhes causem esse tipo de sentimento, isso é fato. Mas, sinceramente? Eu duvido.

Todos temos guilty pleasures. Uns mais que outros, mas todos temos. Eles estão presentes em quaisquer âmbitos que você possa imaginar. Inclusive quando falamos de animes, né.

Animes & Guilty Pleasure

Em animes, um “guilty pleasure” pode ser quando você assiste algo que, apesar de cheio de problemas com a narrativa, furos de roteiro, qualidade técnica péssima, personagens mal trabalhados…

Enfim, apesar da existência de qualquer tipo de problema real na obra, você, na sua humilde e poderosa opinião, continua a considerando uma “boa obra” mesmo assim.

Naturalmente, não há nada de errado nisso. Ou será que tem? Brincadeira! Nem tem. Ou tem? 

Uns exemplos do mundo dos animes…

Agora, como estou falando de animes, resolvi listar aqui abaixo alguns dos títulos que batem ponto em diversas listas de guilty pleasures da internet.

Em suma, eu compartilho da opinião dos sites que consultei para listar esses títulos abaixo, então selecionei alguns deles para tentar exemplificar na prática para você o que a comunidade costuma classificar como um “prazer culposo”.

São eles:

High School of the Dead

Elenco de High School DXD
“Eu espero uma segunda temporada até hoje”

Mirai Nikki

Yuno, de Mirai Nikki
“KKKKKKK”

High School DxD

Issei e seu harém, em High School DXD
“BOOSTO, BOOSTO, BOOSTO, BOOSTO, BOOSTO…”

The World God Only Knows

Protagonista de The World God Only Knows cercado de seu harém
“Repetitivo para um cacete, mas ainda vi tudo e achei ok”

To Love-Ru

Todas as waifus de To Love Ru
“Meu xodozinho. Foi um dos primeiros animes que assisti. É horrível. Mas também horrivelmente nostálgico”

Finalizando…

No meu ensino médio eu sentia muita vergonha de deixar os outros saberem que eu estava, na verdade, ouvindo aberturas de animes nos meus fones de ouvido, ao invés de um Linkin Park que eu curto pra cacete.

Hoje eu até não me importo mais tanto com isso. Chego até a ouvir música de anime com volume alto no carro, porém, ainda que seja algo que eu ame, eu não teria coragem de sair falando para qualquer um (sinta-se especial). Na verdade, músicas de anime entram facilmente num Top 10 Guilty Pleasures meus.

É importante ressaltar aqui que não há nada de errado em ter guilty pleasures em sua vida, afinal, todos temos, como já comentei lá em cima.

Fechando com chave de ouro…

“Um guilty pleasure pode ser dar uma paradinha no TV Fama e quando alguém entra no seu quarto, você rapidamente mudar de canal. Pode valer também para misturas estranhas de comida, tipo arroz com pizza ou pão com gemada e Nescau. Ainda, pode ser sobre o fato de você no fundo gostar da Preta Gil ou de assistir BBB, mas no Facebook fica mentindo, dizendo que abomina esse tipo de programa. ” – Eduardo Benesi (o cara do Sobre a Vida que já citei antes na postagem)

Ainda, pode ser sobre o fato de você no fundo gostar da Preta Gil ou de assistir BBB, mas no Facebook fica mentindo, dizendo que abomina esse tipo de programa. ” – Eduardo Benesi (o cara do Sobre a Vida que já citei antes na postagem)

Pensar e refletir sobre seus guilty pleasures pode até parecer algo raso e sem sentido, mas, talvez, no fundo, possa até retratar algum tipo de trauma ressentido que você guardou e ainda não superou.

Agora vai, me conta. Qual anime que você gosta, mas fecha a porta do quarto para assistir ou pausa quando alguém passa por perto?

Escrito por

André Uggioni

Fundador

Vendedor | Prolixo

Criciúma - SC

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