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O que é: manhwa, manhua e mangá? Entenda as diferenças!

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Você que está aqui com certeza sabe o que é um “mangá”, disso não tenho dúvidas. Agora, repito a ideia do título do post: você sabe a diferença entre manhua, manhwa e mangá? Melhor ainda: sequer ouviu falar sobre manhua ou manhwa?

Bem, talvez você já tenha ouvido falar ou leu em algum lugar esses termos, mas a grande maioria desconhece essas outras mídias, ou se conhece não sabe que conhece.

Desta forma, trago aqui as principais diferenças entre manhua, manhwa e mangá, com seus respectivos significados e origens.

No entanto, começo adiantando que todos eles são, basicamente, histórias em quadrinhos que vem do lado oriental no planeta Terra.

Os manhua, manhwa e mangá são mídias nascidas, respectivamente, na China, na Coreia do Sul e no Japão.

As narrativas coreanas, chinesas e japonesas são bem únicas e costumam tocar todos aqueles e aquelas que buscam uma história em quadrinhos diferentes do padrão ocidental, como um gibi da turma da Mônica ou em HQ’s do Batman.

Mesmo com diferenças entre si, o manhua, o manhwa e o mangá são todos derivados da palavra chinesa 漫画, que, desmembrando, temos 漫 (man), que pode significar “improviso”, e temos 画 (hua), que pode ser traduzido como “imagem”. Ou seja, as 3 mídias podem ser lidas como imagens/desenhos improvisados.

Mas enfim, quais são estas diferenças entre os três?

1) O que é “Manhua”?

Manhua é uma palavra chinesa que define “histórias em quadrinhos”, e sua tradução significa, literalmente, “desenhos irresponsáveis”, como já mencionado.

Para os residentes de fora do território chinês, manhua é usado para definir “histórias em quadrinhos feitas na China”.

Aprofundando, “manhua” é originalmente um termo nascido no século 18, onde era usado para designar a pintura chinesa conhecida como sumi-ê.

Na China, um criador de manhua é chamado de “manhuajia”.

As cidades Hong Kong e Taiwan tem sido, até a data de elaboração deste artigo, os principais centros de publicação de manhua.

Essa realidade talvez exista pela forte conexão dessas metrópoles com o Japão, que é o maior produtor mundial de histórias em quadrinhos já tem um bom tempo.

Um breve histórico sobre os Manhua

Os manhua começaram em 1870 como desenhos satíricos publicados em jornais e revistas, na China.

Pulando para a década de 1920 , nascem os lianhuanhua, livros de bolso ilustrados, que são considerados os antecessores diretos do manhua moderno.

Uma das primeiras revistas satíricas chinesas veio do Reino Unido, intitulada “The Punch China“, que, inclusive, lembra muito a “The Japan Punch”, que citei lá na história dos mangás.

Em meados de 1954, com a abertura cultural de Hong Kong (viva o capitalismo) houve uma grande influência “Walt Disneyana” nos manhuas.

Obras como Pinóquio, Mickey Mouse e A Branca de Neve foram muito influentes nos manhuajias. Bem similar com o que aconteceu com o japonês Osamu Tezuka, mais ou menos na mesma época.

Com a chegada da televisão na década de 1970 houve um grande marco na história: os filmes do Bruce Lee, que se tornaram muito populares.

Esses longas ocasionaram uma nova onda enlouquecida de manhua de Kung Fu.

Bruce Lee, todo arranhado em um filme
“O mestre!”

A violência explícita ajudou a vender as histórias em quadrinhos chinesas, porém o Governo de Hong Kong cortou esse movimento com a “Lei de Publicação Indecente”, de 1975. Não encontrei informações sobre essa lei, mas ela provavelmente censurava parte ou muito da violência nas obras.

Alguns autores de manhua utilizam o padrão japonês de leitura, começando de trás para frente, com diálogos da direita para a esquerda (caso tenham sido produzidos em Hong Kong/Taiwan).

Outros, aproveitam o modo ocidental clássico, da esquerda para direita (quando são produzidos na China continental).

Além disso, As obras chinesas são afetadas pela implacável e restritiva censura. Algumas mudanças nos manhua foram através do governo comunista chinês, e não por influências japonesas ou ocidentais.

Características marcantes nos Manhua

Os manhuas tem um traço mais sério e detalhado, principalmente nos objetos e nos corpos dos personagens.

As obras costumam vir coloridas em quase sua totalidade, o que as torna bem diferentes dos clássicos mangás que todos conhecemos, que são, em sua maioria, em preto e branco.

Categorias dos Manhua

Em breve você perceberá que não existem tantas como dos manhwas e dos mangás que falarei em seguida. São elas:

  • Satíricos e políticos
  • Cômicos
  • Ação
  • Infantil

Manhua mais conhecidos

Dentre os manhua mais conhecidos, pode-se citar Song of the Long March,
Feng Shen Ji e suas sequências e The One. Caso você queira uma lista mais completa de recomendações, aconselho acessar esse link e dar uma olhada.

O Pedrão já escreveu sobre Feng Shen Ji aqui na Cúpula, então vale a pena dar uma conferida na análise dele se você conhece a obra.

2) O que é “Manhwa”?

Manhwa (man-hwa significa literalmente “história em quadrinhos”, para os coreanos) é um termo geral coreano para designar histórias em quadrinhos (principalmente as impressas fisicamente).

Fora da Coreia, a palavra se refere a “histórias em quadrinhos originadas na Coreia do Sul”, ou seja, basicamente a mesma coisa que os manhua.

Ao contrário dos mangás, a leitura dos manhwas é feita de maneira ocidental, ou seja, da esquerda para direita. Isso ocorre devido a forma de escrita do hangul, o alfabeto coreano.

Na verdade, a palavra “manhwa” tem suas raízes na mesma lógica etimológica que a palavra “mangá” (japonês) e “manhua” (chinês).

O surgimento dessa palavra se deu no século 18, mais ou menos na mesmo época que os chineses começaram a chamar o sumi-ê de manhua. Obviamente, os manhwas são fortemente influenciados pela cultura clássica asiática, bem como os mangás e os manhuas.

Contudo, os quadrinhos chineses foram especialmente influentes nos coreanos, provavelmente pela proximidade territorial dos países.

Um breve histórico sobre os Manhwa

Desde o final da década de 1980 os mangás vem sendo bem sucedidos no mercado coreano. Na época, quando comparados aos manhwas, os managás eram extremamente populares, porque as histórias em quadrinhos coreanas estavam em um declínio pesado na qualidade.

Sem delongas, os autores de manhwa, os “manhwagas“, começaram a se reerguer utilizando estratégias de revistas japonesas como base.

A IQ Jump e a Young Champ são duas revistas coreanas que evidentemente se basearam na Shounen Jump japonesa.

Na verdade, os manhwa são tão parecidos com mangá que alguns são até mesmo comercializados como tal.

Como você já deve imaginar, a sociedade coreana é, possivelmente, a sociedade mais tecnológica do planeta (ou uma das, pelo menos).

Ela acompanha as tendências mundiais com extrema rapidez, e, por isso, os manhwa já possuem muitos gêneros diferentes, de modo que podem ser consumidos por qualquer pessoa disposta a conhecer uma nova história.

Os autores (geralmente os mais jovens) procuram inovações diferenciadas, tanto no traço quanto nos meios de distribuição da mídia.

A internet promoveu a distribuição de manhwa em larga escala, surgindo os webtoons, nome dado as webcomics coreanas (mas ainda existem diferenças entre esses dois, vale dizer). Além disso, os sites de “manhwabangs” que permitem a compra de obras pela internet.

Por fim, todas as empresas de telefonia móvel oferecem “manhwa” aos seus assinantes, dando trabalho para dezenas de autores, o que é bem legal.

Na Coreia do Norte, o manhwa tem foco em “implementar as políticas do partido (como esperado). A mídia visa também levar as pessoas a um “espírito revolucionário comunista”.

Desta forma, quase todas as obras por lá abordam o tema “valor e lealdade ao partido” e criticam o colonialismo norte-americano e japonês (como esperado, novamente).

Características marcantes nos Manhwa

De maneira geral, nos manhwa, os personagens possuem as feições do rosto mais exageradas, enquanto o corpo deles assume proporções mais realistas, mesmo que tendem a puxar mais para o esbelto.

Não existe de fato uma regra entre colorido/preto e branco, pois alguns possuem cores leves e somente em partes especificas, enquanto outros são completamente coloridos, ou, ainda, em puro preto e branco. Mas, no fim, a maioria é inteiramente colorido mesmo.

Geralmente o fundo é mais leve, dando foco aos personagens e aos diálogos. O traço costuma ser bem leve também, porém mais “real”, como mencionado.

Categorias dos Manhwa

Os manhwa são direcionados aos leitores de maneira bem similar aos mangás, através de públicos-alvo. Seguem:

  • Myeongnang: destinado as crianças
  • Sonyung: destinado a garotos (até uns 16~18 anos)
  • Sunjeong: destinado a garotas (até uns 16~18 anos
  • Tchungnyun: destinado a jovens adultos (homens e mulheres)
  • Ttakji: histórias de aventura publicadas na década de 1950 e ambientadas no Ocidente

Manhwa já publicados no Brasil

  • Aflame Inferno
  • Angry
  • Ark Angels
  • Banya, o Mensageiro
  • Che – Uma Biografia
  • Chonchu – O Guerreiro Maldito
  • Dangu
  • Gui
  • Kil-Dong – Crônicas de um Guerreiro
  • Model
  • Planet Blood
  • Priest
  • Ragnarök
  • Tarot Café

Manhwa não é Webtoon, e nem Webcomic

Apesar de similares em partes, essas mídias não são completamente iguais, pois as diferenças são bem relevantes, principalmente no “estilo”, por assim dizer.

Não irei me aprofundar pois o farei em outro artigo. Contudo, irei sintetizar um pouco…

Tradicionalmente, os manhwas são lançados e vendidos de forma impressa com uma periodicidade pré-estipulada pela editora a qual o autor da obra está vinculado. Ou seja, um funcionamento bem similar ao dos mangás.

Agora, por outro lado, os webtoons são lançados e distribuídos online e, geralmente, de forma gratuita, não tendo uma periodicidade fixa, já que seus autores não estão vinculados à editoras e são livres para trabalhar em seus projetos. Meio que como profissionais autônomos.

E ainda temos o webcomic, que segundo Cho Heekyoung, “enquanto os webcomics ainda estão vinculados ao meio impresso, utilizando o formato de páginas ou tiras para dispor sua narrativa. Agora, o webtoon, trouxe um conjunto de mudanças interligadas, que mutualmente implicaram em mutações no formato, estética, processo de produção, prática de leitura, nos conceitos e limites de autoria e leitor, e no consumo de capital de cultura.” 

A comunidade fora (e dentro) da Coréia que consome manhwa é, majoritariamente, uma comunidade virtual que acompanha suas obras favoritas através de leituras online por sites ou aplicativos.

E na verdade, apesar de serem (em sua maioria) originados na Coreia do Sul, quando distribuídos online, essas mídias são conhecidas por “webtoons“, ou podem ser ainda “webcomics“, como vimos acima.

Temos obras bem famosas no meio dessas 3 mídias, que inclusive já ganharam adaptações para anime por meio de OVA’s ou séries animadas convencionais. Algumas são:

  • Solo Leveling
  • The Breaker: New Waves
  • Bastard
  • The Gamer
  • The Tower of God
  • Spirit Circle
  • Silver Gravekeeper
  • The God of High School
  • Noblesse

Para finalizar esse tópico…

Para complementar, segundo o site JovemNerd, as produções culturais coreanas estão ganhando mais espaço no ocidente: um fenômeno conhecido como Onda Hallyu.

“A Onda Coreana é um neologismo referente a popularização da cultura sul-coreana a partir dos anos 1990. O termo foi originado pelos jornalistas de Pequim, que se surpreenderam com a crescente popularidade da cultura sul-coreana na China. Este fenômeno foi referido mais tarde como “Hánliú” (韓流), que significa “fluxo da Coreia” Ele foi impulsionado pela exportação de dramas coreanos, como Autumn Fairy Tale e Winter Sonata, além de músicas e filmes.”, diz a Wikipédia.

3) O que é “Mangá”?

O mangá é a palavra usada para designar história em quadrinhos, igual os manhwa e os manhua, só que agora feito no estilo japonês. No Japão, inclusive, o termo designa qualquer história em quadrinho.

Vários mangás dão origem a animes para exibição na TV, para venda de Blu-rays ou até mesmo para as telonas, no cinema.

E sempre vale lembrar: não necessariamente o mangá precisa ser um megahit para ganhar uma adaptação para fora das páginas.

Todavia, também há o processo inverso, onde os animes, por se tornarem populares, conquistam uma adaptação para mangá.

Pessoas de todas as idades leem mangás lá na terra do sushi, já que temos diversos gêneros para todas as faixas etárias. Tem material para todo mundo poder consumir, o que é bem incrível parando para analisar.

As histórias de mangás são impressas em preto e branco em sua maioria.

Porém, temos sim mangás inteiramente coloridos em alguns raros casos, já que geralmente as páginas coloridas são um “evento” dentro de uma revista semanal, como na Shounen Jump.

Geralmente, no Japão, o mangá é publicado em revistas de mangás que compilam diversas histórias. Cada uma dessas obras é apresentada por meio de um capítulo que terá uma continuação na próxima edição.

Se a série for bem sucedida, os capítulos podem ser republicados em volumes encadernados no formato “tankohon”, que é o clássico “volume” que conhecemos por aqui.

Mangás em Tonkohon de Doraemon

O autor de um mangá é conhecido como “mangaká”, e normalmente trabalha com assistentes em um estúdio, juntamente com um editor da revista na qual sua obra é publicada.

Um breve histórico sobre Mangá

Eu já escrevi bastante sobre a história dos mangás num outro artigo aqui da Cúpula. Se tiver interesse, pode acessá-lo para dar uma olhadinha.

Ficou bem interessante, principalmente a parte sobre a segunda guerra mundial e o lance da globalização interligado com o Osamu Tezuka.

Osamu Tezuka, em meio a suas famosas obras
“Outro mestre!”

Características marcantes nos Mangás

Nas obras japonesas temos uma divergência bem maior de traços quando comparadas as obras coreanas e chinesas anteriormente citadas.

Temos mangás com traços mais esbeltos, mangás com objetos muito detalhados e também mangás com traço completamente infantil e cartunizado.

E é aqui que eu queria chegar: existem mangás de praticamente tudo que se possa imaginar.

É sério, é bizarro pensar toda a variedade que o mercado de mangás oferece. Desta forma, é difícil elencar características que se dão presentes na maioria deles.

Contudo, elas existem. Talvez poderia dizer aqui que os mangás geralmente possuem personagens mais únicos e diferenciados entre si, entregando possibilidade para todo mundo consumir a mídia.

Apesar da variedade, ainda temos muitas obras que seguem um certo padrão, mas isso é assunto de outra postagem.

Os mangás também possuem muitas linhas que indicam movimentação e ações, e o traço geralmente é mais leve, porém, com planos de fundo bem detalhados.

A sua leitura é feita da direita para a esquerda, o que acaba deixando muitos novatos bem confusos.

Leitura de um Mangá, ordem, simbolizada em Naruto

Categorias dos Mangás

  • Kodomo: destinado a crianças
  • Shounen: destinado a garotos adolescentes
  • Shoujo: destinado a garotas adolescentes
  • Seinen: destinado a homens jovens e adultos
  • Josei: destinado a mulheres jovens e adultas

Expliquei melhor sobre públicos-alvo e gêneros aqui, mas, basicamente, as definições acima caracterizam bem para quem os mangás de cada categoria são indicados.

Os gêneros, por sua vez, nem valem a pena serem listados, tendo em vista que gêneros e sub-gêneros são de uma imensidão muito complexa. Temos mangás para qualquer um, como já comentei. Para qualquer um. É sério.

Recomendações de Mangás

Os mangás já estão disseminados na cultura do otaku brasileiro, né. Todo mundo já ouviu falar dos mais famosos, como One Piece, Naruto, Bleach, My Hero Academia, Shingeki no Kyojin, Death Note e lá vai pedrada.

Não é à toa que são os mais famosos já tem um tempo, rs.

Caso você seja uma pessoa que só vê animes e nunca botou a mão em um mangá, eu recomendaria começar por alguns mangás que até tiveram adaptações para anime, mas que não adaptaram tudo do material original, tais como:

  • Deadman Wonderland (não adaptou tudo)
  • Yamada-kun and the Seven Witches (não adaptou tudo)
  • Koe no Katachi (sim, uma ótima parte foi cortada)
  • Akame ga Kill (o mangá é bem diferente)
  • Toriko (não adaptou tudo)

Quem sabe começando por títulos assim você começa a criar um gosto pela leitura e inicia o mergulho de cabeça no maravilhoso oceano dos quadrinhos japoneses.

Afinal, porque não dar um “up” no seu nível otaku? Só anime não basta! Leia mangás também, meu querido(a)!

Obviamente, esses são só alguns mais conhecidinhos que eu consegui me lembrar no momento em que escrevia, porém, como já citei mas faço questão de me repetir: existem mangás para todos os gostos.

Enfim, dá uma olhada aqui caso queira uma lista mais completa de títulos.

Eu já li muitos, de diversos gêneros e públicos-alvo diferentes, por isso fica difícil de recomendar assim de maneira genérica.

Finalizando…

Acredito que após ler essas diferenças entre manhuas, manhwas e mangás você percebeu que, na verdade, não existem muitas diferenças entre essas mídias, apesar de todas serem únicas. Sim, é complexo, afinal, é um lance bem cultural.

Geralmente os manhwas e manhuas possuem traços um pouco mais realistas e detalhados, porém temos mangás que atuam com esse estilo de traço também.

Ainda, ambas as três mídias tem palavras que significam “histórias em quadrinhos”, ou seja, a única diferença crucial entre elas a região onde são elaboradas, basicamente.

Existem sim diferentes formas de como a história é passada, pois em alguns casos temos histórias coloridas lidas da esquerda para direita, enquanto outras são totalmente em preto e branco e lidas da direita pra esquerda.

Além disso, O contexto histórico-social de cada sociedade de onde se original as obras é super relevante.

Contudo, mesmo as diferenças narrativas e regionais sendo bem evidentes, ao sintetizarmos e buscarmos a essência das histórias em quadrinhos asiáticas, veremos muitas semelhanças em diversos âmbitos, porém todas convergem para um mesmo ponto: contar uma ótima história.

Escrito por

Andre Uggioni

Fundador

Vendedor | Prolixo

Criciúma - SC

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