Análise

Hell’s Paradise: Jigokuraku | Primeiras impressões

Um ninja habilidoso, uma mentira poética e muito sangue em Hell’s Paradise: Jigokuraku
9 minutos para a leitura
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A primeira vez que ouvi falar de Hell’s Paradise: Jigokuraku foi por meio de um perfil no Instagram. E a segunda foi pelo Hugo, aqui da Cúpula. Ele havia perguntado se algum de nós conhecia o título e se valia a pena a leitura. Se, assim como o Hugo, você também já ouviu falar em Hell’s Paradise: Jigokuraku e tem curiosidade de saber do que se trata, este texto é para você.

Logo de início, devo adiantar que Hell’s Paradise é um mangá sobre ninjas. Além do mais, contém muitas cenas “pesadas”, como decapitação de cabeça, várias maneiras de como torturar e matar alguém e, claro, muito sangue espalhado pelas páginas do mangá.

Entretanto, também possui objetivo, uma vez que o protagonista, a partir de um determinado ponto, passa a realizar ações por influência de uma mulher que ele ama. Sim, é um mangá que tudo é por causa de uma mulher.

Lembrando que este texto é apenas uma primeira impressão da obra, não uma interpretação geral. Ou seja, inicialmente, esta é a ideia que o mangá vende. Pode ser que mude mais para frente, mas não é o foco aqui.

Mas afinal, qual o plot de Hell’s Paradise: Jigokuraku?

capa do mangá Hell's Paradise: Jigokuraku
  • Autor: Yuuji Kaku
  • Ano de publicação: 22 de jan/2018 a 25 jan/2021
  • Capítulos: 128 (concluído)
  • Gêneros: Histórico, Shounen

O ninja da Pedra Escondida, Gabimaru, o vazio

Gabimaru é o protagonista desta história. E uma característica curiosa do personagem é sua vontade extrema de morrer. Em diversos momentos ele deixa explicitamente claro que deseja a morte.

E ao longo das páginas vemos as pessoas tentando matá-lo de várias maneiras possíveis e nada. Porém, aqui existe um pequeno plot twist de suma importância para a história.

Aliás, o “vazio”, alcunha dada a ele, diz respeito ao fato de ele ser um ninja e ter crescido de uma forma diferente das demais pessoas. Afinal, como uma pessoa desde berço ensinada para matar, ele acabou sendo privado de sentimentos, desejos e de laços afetivos.

Não existia nada dentro dele além do vazio absoluto. Um tanto poético e trágico, ao mesmo tempo.

protagonista do mangá Hell's Paradise: Jigokuraku

Respaldando a ideia de tentarem causar sua morte quase que a todo momento, isto também é motivado pelo fato de Gabimaru ter fugido da vila da Pedra Escondida por conta de um casamento arranjado com a filha do chefe.

E é aqui que está o grande detalhe da história. Segundo Gabimaru, aquele laço o enfraquecia e causava repulsa. Era um relacionamento insustentável e que precisava de um término. Dessa forma, ele desertou da vila.

Por fim, a história introduz o “elixir da imortalidade”. Segundo alguns aldeões, os ninjas da Pedra Escondida tomaram este líquido, o que justificaria o motivo do porquê Gabimaru não morrer. Mas vamos comentar sobre este elixir mais para frente neste texto.

O confronto com a morte e a verdade revelada em Hell’s Paradise

A grande incógnita do porquê Gabimaru não era morto era o simples fato dele resistir às várias tentativas contra ele. E claro que existia uma razão que o motivava a se defender, mesmo as pessoas não notando. Não obstante, fica outra grande pergunta no ar: por que ele mentia dizendo que desejava a morte?

Antes de responder isto, o momento que trouxe a tona a verdade que norteava a vida de Gabimaru foi o real encontro com a morte. Claro que em todas as vezes existia a intenção assassina contra a vida do ninja, porém, aquele momento em específico, Gabimaru sentiu uma presença nunca antes sentida: a de que realmente ele iria morrer.

o confronto com a morte em Hell's Paradise: Jigokuraku

Nas outras ocasiões, aparentemente, ele sentia-se confiante de que tais pessoas não seriam capazes de extinguir seu fôlego de vida. Mas uma mulher, espadachim, ameaçou verdadeiramente sua vida. A partir desse discernimento e do recurso do flashback, revela-se que Gabimaru amava sua esposa e queria viver uma vida tranquila, mas era impossível.

Gabimaru nunca odiou sua esposa, muito pelo contrário. Sempre quis passar sua vida ao lado dela. Contudo, nos tempos em que vivia e a profissão que exercia, não permitiam que tal desejo fosse concretizado. E, por isso, criar uma pseudo vida e vender como se fosse verdade, era mais fácil de aceitar do que a ideia de não poder viver harmoniosamente com seu amor verdadeiro. Mais uma vez, um tanto poético e trágico.

A carta de licença e a condição para tal

Porém, contudo, todavia, eis que surge uma esperança no fim do túnel. Ao contrário do que o guerreiro pensava, essa vida era, sim, possível. Mas bastava que ele cumprisse apenas uma exigência: ir até o Nirvana e obter o elixir da imortalidade. O que não era uma missão fácil.

Diversas pessoas foram direcionadas para este local, mas nunca voltavam. E as que voltavam, voltavam sem vida. Foi então que uma lei, ou qualquer coisa do gênero, foi outorgada, para que somente condenados sem valor fossem enviados para o Nirvana em busca do elixir. Segundo as autoridades, a morte de criminosos não faria diferença.

Todavia, aquele que conseguisse trazer consigo o elixir, teria todos os seus crimes perdoados. Após ouvir toda a história sobre isto, Gabimaru aceita a missão. Não por perdão ou por aceitação, mas somente pela carta. Somente por sua mulher. Para poder viver uma vida pacificamente com ela. Esta é a grade determinação do jovem ninja.

a carta de licença

Finalizando as primeiras impressões de Hell’s Paradise: Jigokuraku

Em síntese, Hell’s Paradise: Jigokuraku é um mangá interessante e que, se for um amante de histórias violentas e sangrentas, talvez seja uma ótima opção de leitura.

Para mim, Hell’s Paradise lembrou um tanto o mangá de Takehiko Inoue, Vagabond, um dos favoritos do Luiz, autor aqui da Cúpula. Claro que sem toda aquela complexidade da vida humana e aquelas questões de desenvolvimento pessoal.

Mas enveredando para aquele caminho de famílias, guerreiros, missões, honra e tudo que engloba essa visão do Japão feudal, há uma certa semelhança entre as histórias. E talvez este seja mais um motivo para dar uma chance ao mangá.

Por fim, dê uma lida em Hell’s Paradise. Quem sabe não seja bem mais do que denota esta primeira impressão?! Nunca se sabe.

muita violência no mangá Hell's Paradise

Escrito por

Welerson Silva

Jornalista e Escritor

Youtuber | Escrita cabeçuda

Brasília - DF

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