Análise

K-on! é bom (mesmo)? Vale a pena ver o anime? | Crítica

K-on é o melhor slice of life com música de todos!
13 minutos para leitura

Apesar de, no título, só ter um ponto de exclamação, K-on! também tem uma segunda temporada, chamada K-on!! (dois pontos, uau!). E, sinceramente, não vejo muito sentido em separar as duas. São, na verdade, bem interligadas – e trazem a mesma perspectiva. Inicialmente, eu me perguntei se valeria mesmo a pena escrever uma análise de K-on. Afinal, todo mundo conhece (clássico garotas fofas fazendo coisas fofas).

Entretanto, eu também me lembrei da dificuldade que eu tive para começar a assistir. Não que eu não goste de slice-of-life. Inclusive, a gente já fez um cast sobre, e eu sou grande amante do gênero. Mas sempre falta aquele “empurrãozinho” para assistirmos a coisas um pouco mais antigas (e que a gente já considerou ver!). Eu sei bem como é: fica eternamente na lista do plan to watch. E, hoje, escrevo para VOCÊ. Você mesmo, que tem K-on nos seus planejados, mas estava precisando de uma dose de ânimo.

Garotas fofas fazendo coisas fofas? Sim, não posso negar. É só isso? Não, também. Eu sou apaixonada por boas trilhas sonoras e ótimas músicas, e foi o motivo de eu gostar tanto de K-on, bem como também gostei de Vivy. Se há música, e ela tem função narrativa, meus olhos enchem de brilho. Eu me diverti MUITO assistindo isso aqui, e você também vai.

banda hokago tea time

Qual é a premissa de K-on?

Yui Hirasawa é uma menina que acabou de ingressar no Ensino Médio, e não sabe muito bem o que quer fazer da sua vida. Apesar de ter grande imaginação, lhe falta um pouco de muitas coisas: disposição; talento; energia… Yui queria, com certeza, entrar em algum clube, mas achou que não serviria para nada. (Finalmente alguém que se parece com a gente!)

yui

CONTUDO! Yui, em sua nova escola, acaba conhecendo um grupo de garotas… peculiares. E elas agora se autodenominam Keionbu (Clube de Música Leve), que é de onde sai o nome do anime, K-on (けいおん).

E, para testar uma coisa bem rápida, qual você acha que é a demografia de K-on? Pois é, seinen! Ninguém imagina esse tipo de demografia para algo tão fofo. Mas se quiser entender a diferença entre gênero e demografia, dá um pulinho em outra página aqui da Cúpula.

Resumindo, K-on é uma história de como uma menina sem perspectiva passa a viver momentos tranquilos e felizes em um grupo de música. Yui, sem dúvidas, vai crescer como pessoa e como musicista, o que torna K-on não somente um slice of life cheio de risadas, mas também uma história de amizade e superação conjuntas. Ninguém – ninguém mesmo – espera se emocionar com K-on, mas é isso aí. Você entra rindo e pode sair chorando (lágrimas de felicidade, que fique bem claro!)

Conheça as nossas meninas de K-on!

Yui Hirasawa

yui cantando

É a guitarrista e vocalista do Keionbu, além de ser uma das personagens mais avoadas que eu já conheci. Yui é amável, alegre e sempre disposta a ajudar suas amigas. Apesar de não ser boa em muitas coisas, conta com todos, principalmente com a sua irmã Ui! Com muito esforço, conseguiu dominar parte da arte de tocar guitarra, e venceu obstáculos com sua companheira (Gita, é como ela chama sua Les Paul).

Mio Akiyama

mio akiyama k-on

A baixista do grupo, muito sincera e dedicada. Sempre tenta colocar todas na linha e tenta fazê-las ensaiar em vez de tomar chá. Tem medo de muitas coisas: bichos em geral, histórias de terror, fantasias… Mio não é exatamente um símbolo de coragem, mas sempre toma decisões importantes pelo grupo. Quando Yui ficou rouca, ela tomou coragem e cantou Fuwa Fuwa Time na frente de toda a plateia! Parabéns, Mio. Ah, não podia esquecer: ela é canhota, e está sempre procurando por instrumentos que a atendam. Força!

Ritsu Tainaka

ritsu

Ritsu é a presidente do clube e dona da batera, mas também gosta do chazinho. Ela SEMPRE esquece de entregar os formulários ao Conselho Estudantil para as apresentações, o que não é muito adequado para uma presidente. Todavia, Ritsu está sempre lendo a mente das pessoas: sempre que estão tristes, ela sabe o que é (imediatamente!). Apesar da carinha bagunceira e do jeito largado, Ritsu é incrivelmente sensível e topa qualquer coisa.

Tsumugi Kotobuki

mugi

A Tsumugi, ou simplesmente Mugi, é a tecladista mais fofa do universo. Mas lembro do meu irmão super reclamando: a personalidade dela é ser rica! (HAHA) De fato, a Mugi tem uma família abastada. Ela leva as meninas para casa na praia, traz bolos e chás todos os dias, faz instrumentos saírem de graça na loja de música… Mugi é a salvação do resto das meninas. Mas não dá para falar que ela não tem personalidade: é cativante ver como ela se esforça para ver todos bem e para tentar provar o máximo de situações possíveis, a fim de aproveitar sua juventude! Mugi vive ao máximo.

Azusa Nakano

Azusa k-on

Por fim, mas não menos importante, Asuza (ou Azu-nyan) é a segunda guitarrista e caloura das demais meninas. Entrou depois em uma situação de acolhimento de calouros, e teve certa dificuldade com a indisciplina das meninas no começo, mas depois se acostumou à hora do chá. Azu-nyan tem uma importante parte na trama e desenvolve o drama de K-on. Uma personagem confiável, esforçada e muito talentosa.

E, afinal, por que K-on é bom?

MUITA gente comenta sobre K-on. Das três uma: ou você tem aqueles que nunca assistiram, aqueles que largaram o anime logo no começo ou aqueles que AMAM completamente. Eu tendo a ser o último grupo (ah, não me diga?) Só que K-on é uma coisa meio… difícil de se dar sinopse. Todo mundo fala que é bom, te manda ver, e diz que é fofo. Mas cara, é só isso? Coisa moe tem em todo lugar.

Cara, não é. K-on tem uma coisa que prende todo mundo que vê: as interações entre as personagens. Apesar de todo anime escolar ter uma dose de problemas com verossimilhança, K-on traz relações muito similares às reais, e te faz pensar que também queria viver algo parecido.

É querer jogar vôlei após ver Haikyuu!!; é querer viver um amor tão puro como o de Kimi no na wa, é torcer para o Naruto virar Hokage. São emoções que a gente traz por conexão dos personagens, e K-on faz isso de forma tão sutil que você nem consegue perceber.

mãos juntas em k-on

A sutileza do slice of life: menos é mais!

São pequenas interações, muitas vezes cômicas, nas quais o tempo passa. E, de repente, a Yui preguiçosa e desleixada se torna uma guitarrista dedicada e cheia de energia (apesar de ainda precisar ser abastecida com muita comida). Também de repente, a Mio vai se tornando mais corajosa e mais autêntica, apesar de continuar com seus medos. Enfim, tudo é bem mais realista do que parece, e as interações fofas se tornam tão divertidas e leves que você não tem escolha senão continuar vendo. Parecia que eu tinha tomado litros e litros de suco de maracujá!

Eu me vi num looping: chegava do estágio, comia assistindo K-on e dormia. E estava maravilhoso! Agora que eu acabei, estou sentindo uma falta enorme… Fora que as músicas são lindas e incríveis. Fazem parte da personalidade delas, e são cantadas por elas mesmas (as dubladoras, no caso, das vozes). Músicas sobre amizade, sobre amor de irmãos, sobre amor romântico, e até sobre comida: essas meninas fazem de tudo!

Deixo aqui uma ending que não entrega nada. Mas deixo claro que eu ri, chorei, fiquei com o coração leve como uma pena e desejei algo parecido. Além disso, me deu vontade de voltar a tocar mais o teclado, ou, quem sabe, baixo.

Finalizando a minha análise relaxante de K-on

k-on

Eu amo de paixão todas as músicas que as meninas cantam em K-on, mas tem algumas que são spoilers (não que isso atrapalhe a experiência, mas as pessoas se incomodam, não é?).

Eu queria colocar todas aqui, mas vou deixar para outra hora. K-on virou meu comfort anime, e desde então não consegui assistir mais nada que me relaxasse tanto. Uma vez, meu irmão comentou sobre o uso de uma palavra chamada hygge, que seria traduzida como “aconchego” ou “conforto”, para falar de Yuru Camp. E eu, caros amigos, uso a mesma palavra para K-on.

Se eu pudesse colocar todas as coisas boas de K-on, não caberiam em uma caixinha, e eu não teria como levar por aí. Então, deixo aqui tudo o que eu queria dizer: assista, porque vai te lembrar de alguma boa amizade. Ou assista, porque será a representação de algo que você ainda não teve (mas pode ter!). Inclusive, se você quiser conversar com a gente aqui da Cúpula sobre animes, pode seguir a gente nas nossas redes sociais, que a gente não é excludente, não.

Talvez você não curta tanto quanto eu, mas ninguém pode negar o poder dos slice of life: eles tornam qualquer fã inveterado de lutinhas em um coração-mole. Então, se você não soltar nenhuma lágrima, não venha reclamar comigo, eu não tenho nada a ver com sua falta de emoções! Brincadeira. Comente aí o que você achou (se já viu), ou comece a assistir agora. Talvez você também se sinta mais leve.

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Escrito por

Helena Nunes

Estudante desesperada

Revisora textual | Cantora de chuveiro

Campos - RJ

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