Análise

T-Hunters (mangá brasileiro!) | Primeiras Impressões

O webtoon T-Hunters pode ser um shounenzão daqueles!
8 minutos para leitura

Eu me senti MUITO, MUITO inflamada após ouvir o cast do Fernando Huega aqui na Cúpula, e foi o que me incentivou a ler T-Hunters. Depois do cast, foi como se eu tivesse feito milhares de bandeirinhas brasileiras e começasse a bradar e escrever na testa o quanto ser brasileira é bom. E, claro, o quanto os brasileirinhos são incríveis!

Por isso, eu vim aqui com todo o amor do MUNDO escrever as minhas primeiras impressões sobre uma história com uma arte brasileiríssima e linda (e super disponível para a leitura!), que é T-Hunters. Eu a li como leio 90% das obras que consumo: pelo aplicativo Webtoon. Eu amo ler por lá porque é super intuitivo e de graça (mesmo que às vezes a gente tenha que esperar um pouco mais para ler um capítulo).

Além disso, para quem não conhece, e, relembrando quem já conhece: nossa categoria de primeiras impressões sempre fala dos primeiros capítulos ou episódios de determinada obra. Então, essa não é uma análise da obra completa, apenas de seus primeiros 15 capítulos. Talvez, para um webtoon, seja bem pouco, mas já podemos ter uma noção do conjunto e do que se esperar.

painel t-hunters

O que T-Hunters representa para a comunidade otaku (brasileira)

Apoiar obras grandes e reconhecidas é fácil. Quer dizer, não que seus autores não mereçam o devido reconhecimento – com certeza merecem! Mas o suporte a pequenas obras também é importante. Muitas boas obras começam do zero, sem qualquer tipo de financiamento ou credibilidade. E, mesmo sendo incríveis, são deixadas à própria sorte em um vasto universo de pérolas perdidas.

T-Hunters tem uma carinha típica de shounen. Quem conhece os três pilares clássicos da Shonen Jump sabe do que eu estou falando: amizade, esforço e vitória. Nada que tenha sido plenamente e completamente demonstrado em seus primeiros capítulos, mas que muito provavelmente irá se enveredar por essas vias.

Enquanto obra brasileira, representa o que em nós foi cultivado: uma infância inflamada por personagens que queriam alcançar lugares maiores e superar seus medos. É como um revival dos tempos de almoço assistindo TV aberta. É lindo, colorido, rápido e fácil de ler. E tem um grande potencial.

Vamos, então, para uma rápida sinopse comentada!

“Para Ken’Ichi, já era difícil tentar ter uma vida normal seguindo os ensinamentos deixados por alguém importante para ele. E ainda tem que lidar com os problemas trazidos pela rixa entre duas organizações secretas: T-Hunters e Caçadores de Recompensas. Será muito azar? Ou tal situação o ajudará a resolver seus conflitos?”

Já de primeira, a menção da perda de alguém para o protagonista adiciona um quê super importante à história: verossimilhança. A pedra basilar que segura os shounens de porrada é a assimilação de vivências pessoais às do personagem. Ou seja, acaba sendo trabalho do autor te convencer, te emocionar e te fazer sentir o que o personagem vivencia.

Apesar de serem poucos os capítulos até então analisados, a perda de um parente importante já se torna algo muito relevante à história e ao protagonista. E, sem dúvidas, torna muito mais fácil o trabalho de conexão. Do mesmo ponto de vista dele, nos perguntamos: o que está acontecendo? Quem são essas pessoas que estão atrás dele? Por quê? Por que exatamente agora?

Enquanto ele vivencia o luto, também passa por todas as questões de perseguição, sem entender um “a” sobre o que são e quem são os tais caçadores.

Fica entre ser uma pessoa bondosa, movido por quem perdeu, e um egoísta completo. E nós também. Penso eu que a história em primeira pessoa favoreça narrativas de shounen, que queiram criar um sentimento de assimilação do leitor ao personagem. Boa!

“Eu também gostaria de ler T-Hunters, Helena!”

O que você faz? Pois é, comece a seguir o autor (Israel Guedes, professor de mangá e ilustrador freelancer) no twitter dele, que você vai ficar ligadíssimo(a) nas novidades mais quentes que saírem por lá, fora que provavelmente vai entender um pouco mais sobre o mundo dos artistas brasileiros: @thunters_manga. Vou deixar aqui o link incorporado especialmente para vocês!

Nesse tweet, ele diz quais são as plataformas oficiais em que você pode ler a HQ dele, que, atualmente, são três.

Finalizando as primeiras impressões de T-Hunters

Eu li os quinze capítulos voando, e estou muito animada para ler os próximos. Eu definitivamente não esperava que ela fosse tão bonita e tão fácil de leitura. E já posso dizer que devo gostar muito do protagonista, e que ele provavelmente irá crescer muito como pessoa (e quem sabe como caçador)?

Se posso apontar algum aspecto negativo, é justamente o tamanho dos capítulos (ou “episódios”, para quem está acostumado com as nomenclaturas de webtoons). São bem pequenos, e dão essa impressão de passarem super rápido. Para mim, leitora ansiosa e compulsiva que sou, é difícil esperar. Mas estou com grandes expectativas!

irmã do protagonista em t-hunters

Espero que você aí também goste, e que a gente passe a valorizar mais as nossas obras e os traços dos nossos artistas. Posso estar sendo (um pouquinho) clubista, mas T-Hunters merece sua atenção e seu amor! Ouçam o que eu estou falando: vai ser um shounenzão de respeito! Vai lá, dá uma lida, e volta aqui para comentar.

E, claro, se você tem interesse de conhecer mais obras do mundinho verde-amarelo e dos bem-te-vis, entra aqui nessa lista absurda do Pedrão de mangás brasileiros! Talvez você se interesse por algum. Até logo, pessoal!

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Escrito por

Helena Nunes

Estudante desesperada

Revisora textual | Cantora de chuveiro

Campos - RJ

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