Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

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Odd Taxi é animal (com todo o respeito ao trocadilho infame), porque traz muito mais do que sugere. Apesar de seu principal gênero ser mistério, eu não estava muito certa a respeito do que aconteceria.

Primeiramente, sua sinopse sugere que há um desaparecimento. E, que, além disso, há um certo taxista, cujas conversas com diferentes personagens levam a esse desaparecimento.

Ainda que não haja muita gente comentando sobre esse anime, eu já começo essa Rd3 ressaltando o potencial que Odd Taxi mostrou em poucos episódios. Vale ressaltar que este nem foi sorteio para mim, e que eu decidi pegá-lo por conta própria.

Não sabia se iria gerar bom material para primeiras impressões, mas acabei sendo sortuda. Odd Taxi tem muita coisa boa até então.

taxista
  • Gênero: Mistério
  • Estúdio: OLM, P.I.C.S
  • Material: Original
  • Episódios: 13
  • Novos episódios: Terças-feiras
  • Página do anime (na Cúpula e no MAL)

Sobre a trama de Odd Taxi

O título já lança a braba: a gente acompanha um taxista-morsa antropomorfizado (todos os desse mundo são animais com características humanas) chamado Odokawa. E já de primeira ele consegue conquistar a audiência! Quer dizer, pelo menos a minha.

protagonista odd taxi

Odokawa é extremamente ácido em todas as suas respostas, o clássico caso daquele cara que já não aguenta mais trabalhar depois de tanto tempo. De certa forma, faz sentido, já que o velhote morsa tem 41 anos. O que vemos durante o primeiro episódio são algumas conversas entre ele e personagens introduzidos dentro de seu táxi.

Por si só, a ideia de trazer uma trama por conversas de táxi, torna tudo muito mais interessante. Isso ocorre porque não tem motivos para ter uma narrativa expositiva – enfie qualquer desses personagens em um táxi, faça-os contar toda a sua vida em trinta segundos e digira o que ocorre!

Eu, particularmente, não tenho problemas com narrativas expositivas, mas é óbvio que a não-exposição é mais rica em termos de audiência ativa. E se Odd Taxi fosse só comédia, não faria a menor diferença este fato. (Ou faria?) Bem, o meu ponto é que existe um elo central nestas conversas de boteco (ou de táxi), que é o desaparecimento de uma menina.

Coitado, ele só quer trabalhar em paz

Mas não consegue. Todas, literalmente TODAS as pessoas que entram em seu táxi tem algo a ver com a situação da menina desaparecida. E, se não tem, acabam envolvidas de um jeito ou de outro. Isso varia de policiais cujas mãos são molhadas pelo tráfico a fãs de idols.

As conversas variam demasiadamente, assim como conversas que de fato teríamos com taxistas. Uma delas foi de um cara que fazia de tudo para ganhar likes no twitter e viralizar; e, sem hesitações, aproveita-se isso como espaço de crítica.

crítica social odd taxi

Odokawa, sarcástico, encara de frente as latentes necessidades ou animações de quem entra em seu táxi, e bate de frente com o cara do tráfico mesmo sendo ameaçado por arma de fogo. É, meu amigo, o trabalho de taxista é árduo…

taxista sendo ameaçado
Não tem nem um segundo sequer de paz neste zoológico

Enfim, só nisso tudo aí, Odd Taxi já me pegou. Eu não esperava nada, porque ninguém estava falando nada, e acabei recebendo algo de uma qualidade bem superior ao nível estabelecido na minha cabeça. Se não acredita, deixo aqui a opening:

Mas então, não tem comédia?

Tem sim, e muita! As referências nas piadas às vezes são tantas que precisamos parar para relembrar ou pensar sobre o que eles estão conversando. O timing me lembra um pouco o de Saiki Kusuo no Psi-Nan, que também é um tanto quanto acelerado.

Para alguns, portanto, as piadinhas não serão tão fáceis de captar. O que também não significa que é isso o tempo todo. Para ilustrar, no terceiro episódio nos agraciam com a referência da capoeira como uma luta marcial brasileira:

Odd Taxi não tem uma animação avassaladora, mas tem uma arte consistente e que combina com o seu estilo de narração e apresentação. Para ilustrar, um dos grandes debates que tivemos aqui na Cúpula foi se a escolha de animação de Gokushufudou era, de fato, adequada à proposta.

A minha opinião foi de que não, e deixei isso claro na análise que escrevi por aqui. Entretanto, dou os parabéns a Odd Taxi por isso. A animação é mediana, e, de fato, isso não é um grande problema. Digo isso porque há muito a ser digerido em tudo o que eles conversam, e seria mais difícil se isso se somasse a uma animação também com muita complexidade.

Aqui, a rusticidade na falta de movimentos e na paleta de cores tem um objetivo claro: não apenas veja, mas ouça. O áudio em Odd Taxi é mais importante do que aquilo que você enxerga.

Finalizando as primeiras impressões de Odd Taxi

Absurdamente impressionada, venho dizer que vou continuar. Na verdade, fiz questão de fazer essas primeiras impressões apenas para dar os dez segundos de fama que esse anime merece. Não acho que será a maior coisa que já vi, mas definitivamente tem um grande trabalho no que tange à capacidade narrativa.

Todos os personagens e peças vão se encaixando pouco a pouco, e, em três episódios, já precisamos fazer conexões com coisas que vimos no primeiro, porque tudo acaba sendo super importante.

Odd Taxi tem uma carinha cartunizada, rústica e muito comfort para quem já está acostumado e ambientado aos animes. Não é nada do nível Beastars, porque não pretende fazer você ter diversas emoções com lutas ou romance. Existe um mistério, e precisam resolvê-lo o mais rápido possível.

E, sem dúvidas, irá se resolver com muita conversa, sarcasmo, e piadas cheias de indiretas. Odd Taxi é quase um anime para gente velha, e, por isso, é a minha cara.

Escrito por

Helena Nunes

Estudante desesperada

Revisora textual | Cantora de chuveiro

Campos - RJ

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