Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

Vocês devem ter notado que eu não sou um cara que vê, ou lê, muita comédia, então eu sinceramente não sabia o que esperar de The Vampire Dies in no Time, ou Kyuuketsuki Sugu Shinu.

Para falar a verdade os últimos animes de comédia que recordo de ver foram: Slayers, Tenchi-Muyo e El-Hazard… E bem, como dá para perceber já faz muitos anos.

Dessa forma, decidi encarar esta RegraDe3 com o mínimo de expectativas. Melhor me surpreender do que me decepcionar, não é?

The Vampire Dies in No Time (Kyuuketsuki Sugu Shinu) anime visual oficial
  • Gênero: Comédia, Sobrenatural,
  • Estúdio: Madhouse (One Punch Man, Death Note)
  • Diretor: Koujina Hiroshi (Hunter x Hunter (2011), Kiba)
  • Material fonte: Mangá
  • Onde assistir: Funimation
  • Novos episódios: Segundas-feiras

Que tipo de Vanitas é esse?

A história aqui se concentra no senhor vampírico Draluc, um poderoso e maléfico vampiro imortal, que é – após o sequestro de uma criança – finalmente confrontado pelo grandioso caçador de vampiros, Ronaldo! (E não, não é mais um rolê aleatório do Ronaldinho Gaúcho).

Ah, mas as aparências enganam! Ronaldo descobre que na o suposto vampiro maléfico é na verdade apenas fruto de um rumor espalhado por um guia turístico.

E que o coitado do Draluc, embora um vampiro, bebe leite e é viciado em vídeo games. Também, tão fraco que morre por, literalmente, qualquer coisa. E que na verdade não houve sequestro algum!

Assim, com seu castelo destruído em meio a bagunça gerada pelas fake news, Draluc e seu familiar, John (um Tatu fofinho), vão morar na agência de Ronaldo, por pura e espontânea pressão.

Embora eles discutam o tempo inteiro, por motivos bestas, o Lorde vampiro decide ajudar o caçador de vampiros a “eliminar os vampiros inferiores que atrapalham esta sociedade“.

Dessa forma, eles acabam juntos passando por todo tipo de situação estranha e patética. E apresentando novos personagens para nós no processo.

Uma sucessão de bobagens com um único objetivo

Agora, o mundo deles é cheio de bobagens, porém o humor é leve. Boa parte das piadas se concentra nos dois berrando discutindo. Ou no Draluc morrendo por motivos diversos: sustos, pequenos impactos, alho, ansiedade, e assim vai, mas de forma que até então não ficou repetitiva, mesmo que toda vez que ele vire cinzas, fale “areia”.

Ronaldo matando Draluc

Aliás, apesar de extremamente fraco, o vampiro tem esse poder legal de se regenerar mesmo depois de virar cinzas.

Ronaldo também consegue protagonizar cenas patéticas, que lhe tiram o inicial ar de grandioso. Além disso, por alguma razão os caçadores de vampiros parecem saídos uma convenção de cosplayers! O mundo do anime deixa claro que os vampiros, de todos os tipos e classes, são comuns e que os humanos aprenderam a lidar com eles.

Os caçadores de vampiros de The Vampire Dies in No Time
Cosplayers ou jogadores de RPG, você escolhe!

A obra segue um padrão episódico e não parece mirar num grande objetivo futuro, que não sejam as enrascadas que os protagonistas se metem durante os eventos principais.

Não é como se fosse um modelo ruim, atende bem o principal que é o entretenimento. Porém, temo que ele possa se tornar repetitivo no futuro.

John o Tatu, fantasiado de Ronaldo
John, o Tatu Fantasiado de Ronaldo

Ademais, apesar da direção do primeiro episódio ser um pouco estranha, ele se ajusta nos dois seguintes. A produção é bonita e colorida, eles utilizam uma paleta de cor vibrante, bastante vívida para um anime de mortos-vivos.

A trilha sonora também é muito é boa, e me peguei cantarolando a abertura “Dies in no time” mais de uma vez por esses dias. Também por ela já da pra ter uma ideia da quantidade de nonsense e do trabalho com as cores. Saca só:

Finalizando as primeiras impressões de The Vampire Dies in no Time

Então, para fechar aqui, o anime é divertido sim!

Como não tenho costume de consumir mídias de comédia, não posso afirmar se as piadas são mais do mesmo ou não, todavia posso falar que as piadas do Draluc morrendo me lembraram um pouco o Brook de One Piece com a eterna piada do “ah, mas eu já estou morto mesmo“.

Embora ele não me fez gargalhar, transmite um clima gostoso de acompanhar, bem trabalhado entre animação e trilha sonora, e também não é entupido de piadas forçadas. A ending dá indícios de que talvez explorem o passado dos personagens (ou de ao menos um deles), ou talvez não.

Assim, não considero ele um must watch, mas é mais que o suficiente pra você parar para assistir tranquilo, no fim daquele dia longo, e descontrair um pouquinho.

Draluc jogando video game

E vocês, estão curtindo?

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Escrito por

Luiz Rudolf (Matahashi)

Escritor e Faz Tudo

Curioso, Mangázeiro e defensor de Slam Dunk.

São José dos Pinhais - PR

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