Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

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The World Ends With You é um anime baseado em um jogo da mesma equipe de Kingdom Hearts da Square Enix. Certamente por isso, talvez você perceba uma certa semelhança nos traços de personagens das duas obras.

Mas não irei entrar no mérito do jogo em si, afinal sou um defensor do pensamento, de que, cada tipo de mídia deva andar sozinha. Ou seja, a animação precisa ser vista por si própria, sem usar o jogo como muleta para usar certos pretextos no enredo.

Claro que quem tenha jogado a obra, irá entender melhor o mundo do que quem nunca jogou, contudo, aqueles que estão apenas assistindo ao anime (sou um desses) deva poder entender todo o lore que envolve este mundo.

Com isto em mente, será que The World Ends With You, consegue ser um bom anime por si só?

Sobre o que é a animação afinal?

O anime já começa com o protagonista, Neku, acordando em mundo parecido com o real, entretanto, com um tom meio acinzentado, além disto, o mesmo percebe que não consegue interagir com as pessoas e objetos que o cercam.

Então seu celular toca e possui uma mensagem para uma missão, logo após terminar de ler a mensagem, em sua mão um temporizador começa a diminuir, como se mostrasse que ele possui aquele tempo para terminar a tal missão.

Da mesma forma sem entender muito bem, Neku conhece Shiki, que parece ser uma pessoa igual a ele, porém, entendendo um pouco mais do que está acontecendo ao seu redor.

Shiki então explica para Neku que estão num jogo que durará 7 dias, e que precisam resolver algumas missões para voltar ao mundo normal.

Então os dois resolvem se tornar parceiros e assim a porrada canta!

Talvez eu tenha sido um pouco rápido? Sim! Afinal o anime também demonstra tudo de forma muito rápida no início.

Basicamente o que precisamos saber antes de assistir a animação é: Temos um personagem que perdeu sua memória e acorda num jogo, que é o próprio mundo real, mas consegue interagir somente com outros players e NPC’s do jogo.

Encontra uma parceira que sabe um pouco mais do mundo e que, durante os episódios, vai ensinando coisas novas ao protagonista sobre o jogo e a aventura segue.

Sei que pareceu muito raso, porém estas novas informações que a Shiki ensina ao longo dos episódios é muito relevante para o mundo em si. Não irei entrar nestes detalhes, pois, aprender juntamente com o protagonista cada um destes pontos é uma experiência bacana para compreender melhor o anime.

A lore extensa do anime

Normalmente, jogos possuem uma lore extensa, afinal os desenvolvedores pretendem fazer com que os jogadores se comovam com cada detalhe e busquem cada vez mais sobre o título em questão.

E no anime isso não foi deixado de lado, a cada novo evento que acontece dentro do mundo em que os personagens estão conhecendo, alguma explicação é largada para o telespectador.

Acredite, até o fato do protagonista ter esquecido tudo sobre si é explicado. Esta forma dos outros personagens irem contextualizando o protagonista é batida, mas bem funcional nesta obra.

E digo mais, a RegraDe3 para este título é perfeita, pois, os três episódios como um todo são uma grande introdução ao anime. No fim do terceiro episódio uma reviravolta acontece que você pensa “Agora a coisa vai começar”.

Os personagens

Os personagens deste anime são bem carismáticos, independente se forem os bonzinhos ou vilões. Gostei muito da característica de cada um.

Do lado bonzinho, temos a dupla já apresentada acima e outros 2 que aparecem ao longo dos episódios. Infelizmente o anime, ainda não teve o mesmo cuidado de background dos personagens que possui com a lore da história, ou seja, até o momento todos eles parecem ser iguais, sem uma história comovente.

Veja bem, o anime até explica alguns pontos de determinados personagens, entretanto, é algo inicial, ao meu ver falta um pouco mais.

Contudo, como possuem carisma acima da média é prazeroso vê-los em cena interagindo.

Do lado oposto temos os Shinigamis, que praticamente são os personagens do jogo que não são players. Possuem uma caracterização semelhante com a de humanos com asas.

Os que apareceram até o momento demonstram ser bem ardilosos, tentando convencer os players a tomarem decisões erradas por si só. Afinal, no próprio significado da palavra, shinigami é o ser sobrenatural que induz, convida o ser humano ao erro e consequentemente a morte.

Além destes principais personagens temos os monstrinhos que o protagonista e sua equipe deve derrotar e o mundo ao seu redor.

Inclusive as pessoas normais, que aparentemente não se relacionam com o player, com suas emoções e sentimentos acabam influenciando acontecimentos dentro do jogo.

Com emoções negativas, por exemplo, conseguem interferir trazendo mais inimigos para o campo de batalha, dificultando assim o êxito na missão.

Inspiração é o único modo de interagir com pessoas normais.

Graficamente diferente

Um ponto que fica encima do muro no fato de ser bom ou ruim, é a animação escolhida pelo estúdio

Traços fortes, cores vibrantes, destaque para os players em relação a outros personagens em tela e uma trilha sonora bem pesada. dão vida a este universo. Visualmente falando, gostei bastante da escolha.

Mas infelizmente as cenas de ação não possuem uma fluidez tão eficaz quanto as cenas paradas. Ao meu ver isto é sim um erro do estúdio, pois eles possuem como um dos pontos principais da sua obra a ação.

Além de não parecer tão fluída, o CGI dos inimigos destoa demais dos players, com isso a interação em combate dos personagens fica um pouco esquisita.

Outro ponto que pensei ser só eu que havia reparado, mas já vi outras críticas mencionarem, é a mixagem da música em meio ao combate: a trilha sonora está muito alta, sendo assim, em certos momentos não se ouve a conversa dos personagens, pois a música pesada e alta atrapalha a compreensão.

Finalizando as primeiras impressões de The World Ends With You The Animation

O anime como um todo pareceu. até o momento, ser muito superficial, tem sim explicações de detalhes que me surpreenderam, porém não traz nada de impactante para a obra.

Mas pretendo continuar assistindo só pelo fato de no terceiro episódio ter tido um final empolgante. Como disse anteriormente, estes primeiros capítulos fizeram o papel de introdução básica do mundo.

Com o desfecho até o momento, parece que algo impactante irá acontecer que poderá mudar um pouco o rumo da história.

Mas claro, pela parte técnica nas cenas de ações não serem tão perfeitas, personagens carismáticos porém rasos e uma motivação batida, de tentar recuperar a memória do protagonista, este anime não pretende ser nem de perto a grande estrela da temporada.

Portanto, caso goste uma animação rápida, com bastante ação (não das melhores) e personagens bem carismáticos fique a vontade para dar uma chance a este anime.

Escrito por

Hugo Brogni

Escritor

Inciante | Barbudo | Pseudo marombeiro

Criciúma - SC

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