Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

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Um anime bonito, com uma trilha sonora adorável e personagens cativantes. Vanitas no Carte (ou Vanitas no Shuki) foi escrito por Jun Mochizuki, tem uma atmosfera aconchegante e intrigante, e com apenas três episódios trouxe fofura, diversão, suspense e ação.

Por isso, e outras coisas, Vanitas conquistou merecidamente um lugar no meu coração, e minha ansiedade semanal aos sábados para assistir novos episódios. Uma história deliciosa, bem equilibrada e que me trouxe desejo por mais.

Desde o primeiro episódio somos envolvidos na narrativa dos personagens e nos mistérios que apresentam. Um mundo onde vampiros existem, mas não é um segredo e, na verdade, convivem em paz com a humanidade.

Imagem de Vanitas sorrindo de forma maligna

Mas não por muito tempo. Vampiros estão atacando pessoas, o que é expressamente proibido desde uma guerra entre humanos e vampiros que terminou em acordos diplomáticos de co-existência silenciosa. O que fazer quando seu nome, que te representa por inteiro, é roubado de você?

Vanitas é um médico humano disposto a curar os vampiros que tiveram seus nomes corrompidos e a buscar a fonte de todo esse mal. De uma forma muito arrogante, sarcástica e imponente, Vanitas faz o que quer e como quer para atingir seus objetivos.

Esse anime superou minhas expectativas, e faz jus a estar dentro das nossas escolhas trovejantes dessa temporada.

Imagem de capa do anime Vanitas no Carte
  • Gênero: Histórico, Sobrenatural, Vampiro, Fantasia
  • Estúdio: Bones (Boku no Hero Academia, Noragami, Mob Psycho 100)
  • Material: Mangá
  • Episódios: 12
  • Diretor: Itamura Tomoyuki (série Monogatari)
  • Novos episódios: Sábado
  • Página do anime na Cúpula e no MAL

Vanitas é bonito e agradável, e além disso ele consegue te fazer entrar na atmosfera da história

Vanitas me chamou atenção desde o primeiro minuto, com a apresentação da história do Vampiro da Lua Azul em traços diferentes, que são praticamente rabiscos coloridos. Os vampiros costumam nascer sob a Lua Carmesim, mas Vanitas acabou nascendo sob um luar diferente.

Imagem da história do vampiro da lua azul

Por conta disso, ele foi alvo de preconceito por parte da sua própria espécie e amaldiçoou a todos com o seu grimório. E é aqui que conhecemos Noé e Vanitas em um dirigível a caminho de Paris.

Mas esse Vanitas não é o vampiro criador da maldição. Na verdade, ele é um médico humano que tenta salvar os vampiros utilizando o mesmo grimório amaldiçoado. A maldição é a de o nome dos vampiros ser corrompido ao abrirem o grimório, e assim eles se tornam incontroláveis sedentos por sangue humano.

A ambientação que criaram combinou muito bem os elementos de animação, assim como a trilha sonora te faz se sentir em Paris. Por isso, o cuidado em cada detalhe fez tanta diferença e tornam o anime quase uma obra de arte. Ouça a abertura:

A estética do anime é deveras satisfatória, combinando muito a articulação entre os elementos mais sombrios e outros mais delicados.

O contraste entre duas coisas opostas

Por falar de ambientação e da beleza do anime, preciso comentar também do contraste que eles apresentam. É perceptível pelas cores, cenários e expressões dos personagens em momentos diferentes.

Vanitas que, por um lado, é arrogante e imponente, também apresenta um lado cômico e divertido, assim como Noé tem diversos momentos divertidos e outros de uma aparente tristeza, seriedade e arrependimento.

Os contrastes poderiam ficar como um personagem sendo o bonzinho e outro o mau, mas não é essa a proposta em Vanitas. Embora eu ache que Noé é o bonzinho, temos revelações ao final do primeiro episódio que aguçam a curiosidade sobre isso.

Por isso, vale dizer que existem elementos diferentes que chamam a atenção e se destacam. O fato de ter um portal que pode levar do mundo real ao mundo dos vampiros (Altus), e o controle aparentemente tranquilo da sede de sangue são alguns desses pontos.

Sobre o último ponto… Cada vampiro, ao ter seu nome corrompido, manifesta uma anomalia diferente; e, ao utilizar o grimório, Vanitas reverte o processo de adoecimento e restitui o nome verdadeiro ao seu dono. Mas a pergunta é clara: porque os vampiros estão tendo seus nomes corrompidos e qual objetivo em corromper e roubar seus nomes?

Vanitas no Carte traz inúmeros mistérios cativantes

A história segue apresentando novos personagens e dando mais contexto sobre eles. Mas muita coisa permanece um mistério. Por isso, nos instiga a curiosidade de uma forma a você querer descobrir e tentar ligar os pontos com o pouco que mostram a cada episódio.

Imagem de Vanitas com a mão no pescoço de Noé

Esse suspense que se prende aos mistérios fazem as cenas e os acontecimentos serem mais marcantes, além de estarmos sempre sendo surpreendidos no mundo de Vanitas.

Por essa razão, de um mundo que está sendo bem elaborado, os mistérios não ficam chatos ou maçantes. Mesmo com a apresentação e introdução de novos personagens, contextos e elementos da narrativa… não temos respostas para nenhuma pergunta que fica implícita no ar.

Concluindo as primeiras impressões de Vanitas no Carte

Imagem de uma figura aterrorizante

Vanitas no Carte mistura elementos fofos e delicados com os que são mais sombrios, e isso é feito de uma forma tão boa e cheia de detalhes que faz valer a pena assistir. Então, podemos nos transportar para uma Paris do século 19, repleta de suas catedrais e edifícios belíssimos com aspectos de construção góticas, e que possui vampiros (e outras coisas mais) por suas ruas…

Por isso, se você curtir Vanitas, provavelmente vai gostar também de Pandora Hearts, outro mangá da mesma autora que teve uma adaptação para anime em 2009. Ah, também vai ter um segundo cour, ok?

Então, finalizando, se eu tenho uma ressalva de Vanitas no Carte, é que não gostei do encerramento e não achei que as imagens da abertura combinaram muito com a música. E só, pois do resto eu tive ótimas primeiras impressões.

Escrito por

Amanda Franco

Psicóloga

Escritora | Resenhista

São Paulo - SP

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