Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

Inicialmente poucos apostaram suas fichas em Vivy: Fluorite Eye’s Song. Apenas esperávamos algo bonito aos olhos, afinal, o anime é uma criação do mesmo estúdio que fez Shingeki no Kyojin. Mas esta nova animação, mesmo assim, não ficou muito em voga.

Animes originais, isto é, que não possuem um material base como um mangá por exemplo, normalmente não chamam atenção do grande público. Porém, quando vi na sequência os dois primeiro episódios, percebi que não seria apenas mais uma animação.

Acompanhe-me e entenda como uma trama batida, contudo, bem conduzida, com uma das animações mais belas que já vi, pode te surpreender e muito!

  • Gênero: Ação, Sci-Fi, Música
  • Estúdio: Wit Studio
  • Material fonte: Original
  • Episódios: 13
  • Novos episódios: Sábados
  • Página do anime (na Cúpula) (no MAL)

Mas, não é mais do mesmo?

No início da obra, nos apresentam um futuro onde está havendo uma rebelião das máquinas contra os humanos, mas não sabemos exatamente quem está tramando todo este caos. Apenas somos chocados com cenas fortes de destruição e mortes em massa.

Pouco depois, voltamos 100 anos no tempo, onde o planeta ainda vive seus dias de paz. Conhecemos então, Vivy, uma I.A. que possui a missão de deixar os humanos felizes cantando com todo o seu coração.

Nossa protagonista é a primeira I.A. humanoide autônoma da história, por isso o robô Matsumoto viaja no tempo para, juntamente com Vivy, ajustar alguns pontos da história destes 100 anos, para que não aconteça a rebelião.

Realmente o tema de máquinas se rebelarem contra humanos é algo já visto em todos os tipos de mídia, porém, são poucos os que conseguem entregar algo realmente bom.

E Vivy: Fluorite Eye’s Song com certeza faz parte destes poucos que entregam algo bom!

A dupla dinâmica

Primeiramente, acertaram a mão em cheio na protagonista! Ela até pode ser humanoide, mas algo em seu trejeito sempre te lembra que ela é um robô. Não é um personagem que você esquece ser uma máquina e tem empatia logo de cara.

Tem algo no jeito dela que te lembra a todo momento “é apenas um robô, tentando pensar como um humano”. E isso é muito bom, afinal a produção conseguiu entregar um personagem robótico que consegue criar empatia com o telespectador ao decorrer dos episódios sem perder sua originaildade.

Outro ponto primordial que faz com que Vivy seja uma I.A. diferente das demais, é que em sua programação colocaram a seguinte frase “cantando com todo o seu coração“. Porém, como já é de se esperar, nossa protagonista não tem coração!

Então este é o ponto que o anime se utiliza pra virar a chave da simples máquina, para um ser pensante: o fato dela ter que raciocinar para poder entender o porquê de ter sido criada.

Da mesma forma, acertaram em Matsumoto, a I.A. do futuro que se apodera do corpo de um ursinho de pelúcia para acompanhar Vivy nesta jornada.

Um personagem extremamente carismático, que usa muito bem seu conhecimento futuro para resolver problemas atuais.

Vivy: Fluorite Eye's Song

Menos é mais em Vivy: Fluorite Eye’s Song

Outro ponto que talvez não tenha agradado a todos, mas como eu não gosto muito de obras Sci-Fi me agradou muito, é o fato do anime ser futurista, entretanto, sem usar tecnologia demais.

O futuro neste anime está nos detalhes! Você até pode ver computadores com teclados holográficos, óculos que servem mais do que apenas ajudar a enxergar e até mesmo viagens no espaço. Porém, não existe uma cidade toda robotizada, carros voadores ou roupas extravagantes.

Não! As pessoas são normais, as ruas são normais e apenas a tecnologia está muito melhor!

E as I.A’s possuem em seu código apenas uma programação, pois perceberam que ao tentar fazer com que as máquinas reproduzissem mais de uma função, seus circuitos não funcionavam direito e, assim, não desempenhavam bem nenhuma tarefa.

Ache demais esta limitação!

E o roteiro segue esta sutileza. Você percebe que não tentaram nada de grandioso, mas sim coisas possíveis e reais num mundo com mais tecnologia.

A animação de tirar o fôlego!

Fora o enredo simples, porém, ótimo, tudo está muito bem animado! O anime entrega um primor técnico que para mim se compara a um longa metragem.

os detalhes nas feições, rostos e olho dos personagens, faz com que algumas cenas você tenha vontade de pausar o anime!

os olhos de vivy fluorite eyes song
Olha esses olhos!

E digo mais, o segundo episódio possui uma sequência de ação, que como diria @lucas-souza “MEUU AMIGOO”, é de aplaudir de pé.

Se o anime mantiver esse cuidado nos detalhes e nas cenas de ação, certamente estaremos muito bem servidos até o fim da temporada.

Finalizando as primeiras impressões de Vivy Fluorite Eye’s Song

Junta uma dupla de protagonistas carismáticos com um enredo simples, todavia contundente, e ainda finaliza com uma animação impecável, Vivy: Fluorite Eye’s Song tem tudo para ser um dos melhores animes da temporada.

Este anime é fácil um dos animes da temporada que pretendo continuar assistindo, até porque, acontece algo que indica que estes 100 anos de separação do tempo atual para o dia da rebelião serão contados dentro da temporada.

Sendo assim, espero ter a conclusão ainda nesta temporada dessa trama muito bem elaborada.

Mas claro, gosto é gosto, deixo aqui minha forte recomendação a este futuro simples, porém, tecnológico!

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Escrito por

Hugo Brogni

Escritor

Inciante | Barbudo | Pseudo marombeiro

Criciúma - SC

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