Análise

Vigilante: My Hero Academia Illegals | Primeiras impressões

Vigilante: My Hero Academia Illegals: ter algum poder nem sempre significa ser herói!
8 minutos para leitura

Em um mundo onde os verdadeiros heróis possuem aval do governo para usarem seus “dons” em prol da sociedade, será que ainda existem pessoas que pensam em fazer justiça com as próprias mãos? Este é o cenário encontrado em Vigilante: My Hero Academia Illegals.

Estamos no mundo de My Hero Academia, como o título da obra aponta. Porém, não para acompanhar os grandes heróis aclamados pelo público, mas sim pessoas que possuem individualidades limitadas, que são utilizadas para resolver situações cotidianas.

Este título é considerado um spin-off da obra original, sendo assim, o mundo é o mesmo, alguns personagens até se repetem. Entretanto o foco aqui é outro: iremos acompanhar novos protagonistas que vivem no mesmo universo, porém com uma história de vida diferente.

E, será que é bom?

Tenho individualidade, mas não sou herói?

Como aqui a história segue um novo rumo, não é de se espantar que Vigilante: My Hero Academia Illegals não se passa em uma escola para heróis como a U.A. da série principal.

O enredo da obra acompanha o jovem Kouichi, que possui a individualidade de se locomover tão rápido como uma bicicleta, se estiver com pelo menos 3 partes do corpo encostadas no chão.

Portanto essa sua habilidade o ajuda apenas a realizar tarefas simples como por exemplo: jogar lixo no lixo, devolver itens perdidos ao seus donos, ajudar quem estiver perdido, entre outros afazeres básicos. Dessa forma Kouichi é conhecido como um Nice-Guy.

Numa de suas patrulhas noturnas, Kouichi se depara com uma idol sendo encurralada por uns arruaceiros e resolve então ajuda-la. Contudo, como seu dom é apenas de locomoção o Nice-Guy acaba levando uma surra.

Quando tudo parece já estar perdido, aparece Knuckleduster, um homem de meia idade que segue o lema “Espancar vilões é uma terapia e tanto”.

O cara é brabo demais!

Como já é de se esperar Knuckleduster, salva Kouichi e a Idol Pop Step e acabam formando uma amizade inesperada, pois os três personagens possuem a vontade de ajudar a população, cada um de sua maneira, porém não possuem licença de herói para realizar os feitos.

Da onde saiu o termo “Vigilante”

Como este título é considerado um spin-off de My Hero Academia, ele não possui a mesma pretenção de contar uma história densa e comovente com personagens extravagantes.

Isso é deixado para o titulo principal, onde se encontra um enredo bem trabalhando, com vilões com anseios em âmbito nacional, ou até mesmo, mundial.

Já em Vigilante: My Hero Academia Illegals os próprios autores deixam claro que não possuem a pretenção de criar personagens extravagantes ou enredos elaborados. Pois se fizerem isso podem ofuscar a obra principal.

Então, com a intenção de preencher a história do título, o autor traz explicações sobre o que envolve o mundo dos heróis. Com um tom humorado, em algumas páginas, é comum nos depararmos com situações como está:

Neste exemplo acima All Might especifica o significado do termo Vigilante. No mangá, a explicação continua por mais algumas páginas.

Além da explicação do titúlo, outros backgrounds do mundo em si e de personagens expecíficos surgem a tona, como por exemplo o motivo do herói Eraserhead virar professor. Sendo assim, para quem curte a obra principal, este título é um recheio em tanto.

Um jeito livre de contar uma história

Como os autores da obra não possuem a pretensão de fazer uma obra extremamente impactante, ao ler as páginas do mangá percebemos uma certa liberdade tanto na história, quanto no desenho.

A história não segue um estilo pragmático: em alguns capítulos parece ser uma obra “episódica” em outros momentos parece ser continuo. Contudo, isso não atrapalha o ritmo da história.

Caso vocês ouviram o nosso podcast Saga: JoJo’s Bizarre Adventure Stardust Crusaders, irão perceber o quanto eu não gosto de histórias episódicas. Porém, aqui, essa mistura de “capítulos episódicos” e história continua ficou bem explorada, pois o autor utiliza destes momentos individuais para explicar situações do cotidiano daquele mundo, que acrescenta algo pertinente a história.

E já nos desenhos, se em My Hero Academia já dizem que Kohei Horikoshi utiliza de suas referencias ocidentais para criação de personagens, aqui em Vigilantes, os “pupilos” Hideyuki e Betten escancaram ainda mais.

Além da parte física de determinados personagens que lembram os heróis da DC ou da Marvel, posso citar o próprio Nice-Guy. O personagem tem todo o carísma e trejeito do “amigo da vizinhança” homem aranha.

Será que estes dois vieram da escola para mutantes?

Finalizando as primeiras impressões do mangá Vigilante: My Hero Acedemia Illegals

A obra possui seus próprios personagens e história, mas infelizmente não consegue se segurar como uma obra independente.

Digo isso, pois em momentos cruciais o autor utiliza de personanges já consagrados de My Hero Academia para trazer o impacto necessário no título. E digo mais, sem essas aparições, Vigilante seria um mangá insonso.

Por mais que possua um trio de protagonistas cativantes, o mundo como todo não consegue entregar uma história sólida ao ponto de caminhar com suas próprias pernas.

Contudo, como um recheio para obra de My Hero Academia, este título é perfeito. Com um tom bem humorado, consegue agregar e muito com a história original.

Sendo assim, caso você goste do mundo dos heróis e gostaria de se aprofundar mais nos personagens e no mundo que envolve a história, este é um prato cheio para uma nova leitura!

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Escrito por

Hugo Brogni

Escritor

Inciante | Barbudo | Pseudo marombeiro

Criciúma - SC

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