Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

86 é um pouco diferente do que eu achava que seria, mas não é exatamente ruim. Quer dizer, provavelmente é um daqueles que você viu e pensou: ah, é mais um desses animes militares com romance que não leva a lugar nenhum. E, bem, também foi o que eu pensei. Contudo, com estes três episódios, eu até que estou animada para assistir ao próximo!

Na verdade, tem uma pegada meio Jogos Vorazes, e eu vou explicar o porquê depois. Enfim, 86 vem de uma light novel que, pelo visto, parece bem popular, já que tem uma nota de 8,68 no MAL. Não que isso signifique muita coisa, a gente sabe. Mas para algo que poderia ser palco pra ecchi exagerado e romance sem sentido, até que 86 se sai bem.

Vale ressaltar que a segunda temporada já foi confirmada! Bem, mas então, eu gostei ou não de 86?

painel 86
  • Gênero: Ação, militar, sci-fi, drama, mecha
  • Estúdio: A-1 Pictures
  • Material: Light novel
  • Episódios: 11
  • Novos episódios: Domingo
  • Página do anime (na Cúpula e no MAL)

Então, sobre o que é esse anime?

Eu fui sem saber de nada, e às vezes isso é bom: ler sinopse o tempo todo pode entregar algumas situações que estraguem nossa primeira impressão do anime. O que temos aqui é uma menina chamada Lena (mais precisamente Vladilena) que tem olhos e cabelos azul-prateados.

lena

Primeiramente, nós a vemos andando em uma cidade que parece ser bem tecnológica e confortável, com várias pessoas caminhando. Mas todas são meio parecidas, ou seja, todo mundo tem olhos e cabelos da mesma cor da Lena. Isso é bem esquisito, claro, mas eu ignorei para saber o que acontecia.

Lena é uma major do Exército para o seu país, e trabalha em uma posição chamada Handler. (Calma que eu já explico!)

Subitamente, chamam-na para trocar de esquadrão, e, agora, ela irá trabalhar com o esquadrão de elite do Exército. O ponto aqui é que, assim que vemos Lena em combate, ela, na verdade, não está em combate. Sua posição é em um quadrado, para olhar algumas telas e notificar os soldados de posições, inimigos e demais coisas que encontre pelo radar.

Esse esquadrão que ela assume, o esquadrão “Spearhead“, tem muita má fama. Todos os Handlers que passaram por ele acabaram morrendo ou se suicidando, muito provavelmente porque não conseguiam dar conta de uma certa pessoa. E essa certa pessoa tem o codinome de “Ceifador” entre o pessoal de alta patente. O que será que isso significa?

Os 86 – o título importa!

Na verdade, o Ceifador é um menino chamado Shin. E, além de Shin, temos vários outros humanos que trabalham para o governo, entregando suas vidas. E vemos a diferença quando percebemos que Shin e seus amigos têm cores de olhos e cabelo diferentes de todo o cenário prateado anteriormente! Deixando claro: isso não é spoiler! A gente vê isso logo no primeiro episódio.

Então, descobre-se que houve uma guerra, que separou os humanos em Albas (aqueles que iriam ficar dentro dos Muros, protegidos dos ataques) e aqueles que ficariam fora dos muros, no 86º distrito: os 86. A diferença entre eles é tão gritante e tão clara que eles chamam os 86 de “drones”, dizendo que não são humanos.

E, neste ponto, 86 não inova, mas traz uma temática de fundo interessante para torná-lo mais do que um monte de robô caindo no pau. Assim como eu achei que Akudama Drive trabalhou bem em temáticas de distinção social, também acho que 86 tem muito potencial para isso.

E, por isso, digo que me lembra Jogos Vorazes, justamente por causa dessa segregação que eles praticam com certo distrito. Só que aqui é bem claro que a segregação não se trata apenas de dinheiro, mas também de cor, de raça. É um tema interessante que faz diferencial em animes mecha.

E quanto a Lena, nessa história toda?

Lena, diferentemente dos demais, preocupa-se muito com o que se passa fora da muralha. Como a Major mais jovem da história, pretende não ser desumana e revelar as verdades a respeito de tudo o que se passa. É admirável e sonhadora, e acha que pode se conectar com todo mundo.

O esquadrão que ela assume não confia nela, e isso faz todo o sentido: mandar um grupo de seres humanos para fora, oferecê-los como sacrifícios e chamá-los de drones enquanto eles, na verdade, são humanos, é motivo suficiente para desconfiança.

Além disso, eles confiam muito em Shin, que é veterano e muito capaz. Ele é quem, na real, acaba fazendo todos os planos e estratégia de batalha. Guarda, inclusive, todos os nomes de seus amigos mortos em pedaços das máquinas que usam para lutar.

nomes que o shin guarda

Todavia, como a Lena não luta, de fato, ao lado deles, torna-se difícil assumir a confiança. Ao final do terceiro episódio, um deles a questiona: “você nem ao menos perguntou os nossos nomes!” e joga na cara dela o abismo que existe entre os 86 e os que estão dentro da muralha.

E é claro, ela parece ficar bem abalada. É uma boa personagem, e sinto que tem muito a crescer como protagonista! Já falei que amo protagonistas femininas, e ela parece super legal.

O que eu não gostei tanto em 86

O primeiro episódio foi um primor. A animação estava perfeita, a direção também, as trocas de cena se juntavam à trilha sonora de maneira absurda. E tudo aquilo se combinava em uma narrativa legal e não muito expositiva, apenas trazendo na conversa dos personagens informações que devemos captar ao longo do episódio.

No entanto, dois pontos foram um pouco complicados. O primeiro foi quando, em um rompante, Lena invade uma sala de aula de pessoas sendo preparadas para a função de Handler e desmente um monte de informações governamentais.

Diz que os 86 são pessoas de verdade, explica situações do campo de batalha, fala sobre o número mascarado de mortes… diz tudo. E, até então, nada aconteceu. Apesar de ela ter algumas conexões importantes no governo, uma pessoa que está na posição de Major falar algo que desmente tudo é meio perigoso.

Nisso, eu esperava que houvesse um contratempo, ou que fossem atrás dela. Mas, de fato, seria muito cedo na história. Poderiam deixar isso para depois. Aliás, acho que, com o envolvimento dela com os demais, faria ainda mais sentido se essa cena (da sala) ocorresse depois.

Além disso, houve a clássica cena das meninas tomando banho no rio, (com os meninos tentando espiar) que não adicionou absolutamente NADA à história. Elas estavam vestidas, tudo e tal, mas tem muita coisa para ser contada, e aquilo me pareceu completamente desnecessário. Até porque logo depois disso surgiam cenas super pesadas.

personagens tomando banho

Um momento em que eles acertaram nessa troca de cenas foi logo no começo, acho até que no primeiro episódio. Eles conversam animadamente, e um soldado deixa cair algo da mão, caindo da cadeira. No momento em que tudo irá cair ao chão, há o corte para uma cena direta na qual o soldado é atingido, seguindo-se sua morte.

Finalizando as primeiras impressões de 86

Eu acabei por escrever bem mais do que eu gostaria, mas acho que 86 me impressionou positivamente. Como eu não gosto muito do gênero mecha, fiquei feliz de ter gostado desse aqui.

As lutas de robô não são o ponto principal, e, apesar de estarem em CG, estão muito bonitas. Parabéns aos animadores, claro! Todo o cenário é muito bonito e temos muitas cenas com alta qualidade de animação.

Enfim, não acho que 86 será o melhor da temporada, até porque estou em uma situação de muito amor com Vivy (inclusive, já tem uma Rd3 dele aqui!), mas é melhor do que eu achei que seria.

Enfim, se você já curte uma ficção científica e gosta de uns temas sociais, acho que você deve gostar também. Se você não curte muito mecha, dá uma chance. Eu vou continuar assistindo! Talvez eu esteja enganada e no final não seja isso tudo, mas, quem sabe?

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Escrito por

Helena Nunes

Estudante desesperada

Revisora textual | Cantora de chuveiro

Campos - RJ

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