Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

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Dragon Quest: Dai no Daiboken é sem dúvidas uma anime conhecido no Brasil. Talvez você não o conheça por esse nome, mas certamente você já ouviu falar de “Fly: O pequeno guerreiro“.

Esse primeiro anime chegou ao Brasil no ano de 1996 pelo canal do SBT e era exibido no programa Sábado Animado. O mangá foi uma das séries de mangás mais vendidas da Weekly Shounen Jump de todos os tempos, com 50 milhões de tankobon vendidos.

Mas, quem vive de passado é museu. O que precisamos falar aqui, é do Dragon Quest do ano de 2020 que estrou recentemente pela Crunchyroll.

Mesmo sendo um ícone dos anos 90, será que esse novo Dragon Quest tem o que precisa para agradar novos e velhos “assistidores” de animes?

Dai segurando uma espada com um fundo preto atrás Dragon Quest
  • Gênero: Ação, aventura, fantasia
  • Estúdio: Toei Animation
  • Material: Mangá
  • Episódios: 
  • Novos episódios: Sexta-Feira
  • Página do anime (na Cúpula) (no MAL)

Sinopse

A história acompanha Dai, um garoto que sonha em ser herói e vive treinando para isso. Certo dia, o antigo Rei Demônio que havia sido derrotado, ressuscita, forçando o professor de Dai a se sacrificar para salvar o garoto. Por conta desses eventos, Dai acaba despertando um enorme poder, derrotando o Rei Demônio, mas descobrindo que ele era apenas o peão de um ser ainda mais poderoso. Por essa razão, Dai decide sair em uma aventura atrás de vingança, e de uma forma de voltar a trazer paz ao mundo.

Nunca fui um grande apreciador de Dragon Quest. Sendo ele nos consoles, ou em sua animação antiga.

Lembro de ter assistido “Fly”?! Com certeza!

Eu gostava? Aí eu já não saberia responder. Mas acredito que não, pois se fosse sim, provavelmente teria memórias afetivas com esse anime.

Dragon Quest 2.0

Algo muito comum hoje é dia é o tal do rework ou reboot. Mas há uma diferença importante entre essas duas formas de readaptar algo.

A primeira, o rework: Basicamente pegar algo antigo e refazer da mesma forma, mexendo o mínimo possível naquilo que foi contado um dia, mas com novos recursos, e de qualidade compatível com a atualidade.

Já o reboot: É pegar um universo que já existe e está estabelecido e começa-lo do zero. Mantendo o “core”, mas dando uma repagina nas coisas para serem mais condizentes com o contexto atual em que vivemos.

Infelizmente Dragon Quest escolheu o mais fácil e menos arriscado e optou pelo rework.

Pois pelo menos os três primeiros episódios de Dragon Quest é exatamente a mesma coisa que já vimos nos episódios antigos, sem tirar nem por.

Isso é algo ruim ou bom? Depende de que lado da moeda você está.

O lado ruim da moeda

Vamos começar com o menos obvio. Por que Dragon Quest pode não agradar.

O ponto aqui é sobre o Dragon Quest de hoje, do ano de 2020. Não sobre o Dragon Quest dos anos 1990 que conquistou gerações.

O argumento de que “ah, mas a história é de 1990, Dragon Quest que inventou o Clichê”, não conta aqui. Pois a Toei Animation resolveu fazer uma nova animação.

Dragon Quest está com a cara dos animes de 1990. O típico anime clichê em que o protagonista segue a jornada do herói.

É tudo muito batido. Já vimos esse tipo de história várias e várias vezes. Umas bem feitas, e outras nem tanto.

Porém, aqui temos tudo muito preto no branco. O vilão que surge sempre vai ser 100% estereotipado, com suas risadas maléficas e suas caras e bocas verbalizando todas as maldades que ele vai fazer caso derrote o herói.

Vilão Dragon Quest

Já nosso herói Dai, é o típico herói 100% bom, amigo dos animais e que odeia injustiça. Quando alguma adversidade surgir, ele vai tirar algum poder da bunda em nome da amizade e da justiça.

Para aqueles que assistem animes há algum tempo, com toda a certeza vai antever o desenrolar da história. Em nenhum momento eu fiquei com receio de que algo ruim, de fato, pudesse acontecer.

É difícil mudar algo aclamado e agradar os fãs fervorosos. Mas acho que algumas mudanças deveriam ter sido feitas, para minimizar os clichês e deixar os personagens menos genéricos.

Outro ponto que incomoda bastante, são as magias ”traduzidas” (acho). Boffe, Plimplim, Puff e por ai vai. Esses são os nomes das magias em Dragon Quest.

Plimplim

O lado bom da moeda: a nostalgia Dragon Quest

Para aqueles que um dia foram fãs da animação de 1990 e estavam aguardando ansiosos para ver o velho novo Dai em ação. Podem ficar tranquilo, pois toda a essência do que foi Dragon Quest um dia, foi perfeitamente preservada e melhorada.

Desde a trilha sonora até mesmo as tomadas de ação, que são a cara dos animes antigos do gênero.

Com certeza, para aqueles otakus que já possuem um filhinho com idade suficiente para entender o básico, vai ser uma ótima diversão para os dois.

Para se ter uma noção, pegue o primeiro episodio da animação de 1991 e compare com a animação do ano de 2020. É incrível com está tudo muito idêntico e nostálgico ao que foi feito no passado.

Mas afinal, vale ou não vale a pena dar uma chance para Dragon Quest?

Essa questão é muito relativa e de difícil resposta, o mais sensato a se fazer é você ir lá e assistir ao mínimo os três primeiros episódios e tirar sua própria conclusão.

Mas, a minha opinião é que se você tem pouco tempo e tem que selecionar bem os animes que pretende assistir, recomendo escolher algum outro anime do nosso guia da temporada e dar uma lida nas nossas outras RegrasDe3 e ver o que nossos editores tem a dizer sobre.

Vale ressaltar que o anime é um “mixe” de animação “padrão” e CGI. A animação é bacaninha, mas o CGI da uma comprometida algumas vezes, mas não nível Berserk 2016.

EXTRA

Conheça nosso Guia da Temporada!

temporada de outono 2020

Na dúvida do que assistir nessa temporada? Dá um pulo no nosso eletrizante GUIA DA TEMPORADA!

GUIA DA TEMPORADA

Escrito por

Pedro Bernardes

Profissional de Educação Física

Cult | Atleta | Leitor compulsivo

Belo Horizonte - MG

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