Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

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Primeiramente quero começar essa RegraDe3 de Meikyuu Black Company ou The Dungeon of Black Company pedindo desculpas. Pois se ela parecer preguiçosa, ou até mesmo chata, talvez a culpa não seja minha, foi o anime que me entregou essa experiência.

Meikyuu Black Company não é um anime que chega a ser ruim, porém ele também passar longe de ser bom. É o famoso “médião”, ou como alguns preferem chamar, um anime medíocre (sem ser pejorativo).

The Dungeon of Black Company falha em ser comédia, na fantasia, no isekai e em qualquer outra coisa que ele tente trabalhar. Não tem nada aqui que se destaque. O conceito é interessante, mas a execução foi falha.

Mas, antes de criticar ainda mais qualquer coisa, do que se trata?

Meikyuu Black Company visual oficial
  • Gênero: Comédia, fantasia
  • Estúdio: SILVER LINK.
  • Material: Mangá
  • Episódios: 12
  • Novos episódios: Sábado
  • Página do anime (na Cúpula) (no MAL)

A fantástica só que não historia de The Dungeon of Black Company

Kinji, que carece de qualquer tipo de ética de trabalho, é um vagabundo em sua vida moderna. Um dia, ele se vê transportado para outro mundo – mas não em uma grande fantasia de um herói recebido de braços abertos… Ele é imediatamente colocado em um péssimo trabalho! Agora escravizado por uma empresa de mineração do mal em um mundo de fantasia, Kinji está prestes a realmente aprender o significado do trabalho duro!”

Talvez eu seja uma pessoa enjoada ou uma pessoa que já está estagnada de alguns gêneros dos animes por conta da longa estrada que já percorri. Mas, a impressão que esse anime me passa é que é algo feito com o intuito de ser comercial. O idealizador pegou temas que estão dando certo, acrescentou alguns elementos que boa parte do publico gosta e criou uma obra “safe“.

Muito se fala de obras pretensiosas, porém The Dungeon of Black Company é o oposto disso, ela realmente não tenta ser mais do que ela é.

Essa obra é o famoso feijão com arroz. Porém, não é aquele feito por sua mãe ou avó, é o arroz com feijão feito pelo tiozão do bar do centro, o maroto PF que você vai comer por falta de opção, mas que é uma opção segura, pois dificilmente um arroz e feijão é ruim.

A comédia de Meikyuu Black Company

Tá certo que eu não sou um bom apreciador de comédia. Seja em filmes, série e principalmente em animes. Mas um anime que se vende como de comédia não conseguir arrancar uma risadinha (minha) em 60 minutos, ai eu acho que quem falhou foi o autor.

Meikyuu Black Company tem uma comédia muito bobinha. Aquela comédia que tenta te ganhar com absurdos corporativos em situações de exploração. Talvez para o contexto dos japas, que vivem sendo explorados no trabalho, isso tenha alguma graça. O famoso “rir para não chorar”.

A receitinha dos episódios é a seguinte: O protagonista começa se ferrando, passa por uma situação absurda de exploração. Consegue inverter aquela situação a seu favor e transformar a vida de todos pior do que estava e no final, de alguma forma, coloca tudo a perder e volta a estaca zero.

Exemplificando, no segundo episódio o protagonista tem que coletar recursos em uma área perigosa dominada por formigas. Mas como ele é mestre na arte do famigerado “Palestrinha no Jutsudo @andre-uggioni, ele consegue convencer as formigas que elas estão sendo exploradas pela rainha e assim ele inicia uma revolta trabalhista.

Revolta trabalhista das formigas em Meikyuu Black Company

Tudo isso com um monólogo de uns 8 minutos (ou mais) que teoricamente era para ser engraçado, mas que só é entediante. E no final das contas, o que não seria difícil deduzir, ele explora as formigas. O que era para ser engraçado também (eu acho).

Enfim… bem sem gracinha.

Se alguém lembra de alguma cena realmente engraçada, manda lá nos comentários que eu tento dar uma chance.

A fantasia em The Dungeon of Black Company

Uma coisa quase que dispensa comentários é a famosa justificativa de ser isekai. Esse anime é tão “foda-se” para isso, que nem no gênero consta que ele é um isekai. Mas sim, o anime começa com o protagonista bem de vida, em um luxuoso apartamento e que simplesmente do nada ele é transportado para outro mundo e cai de bunda para cima nessa nova jornada de sua vida.

Nesse momento que você ri

Ok! Ninguém ta preocupado com as justificativas, mas ao menos esse elemento poderia ter o minimo de relevância.

Enfim…

A fantasia de The Dungeon of Black Company é tão boa quanto sua comédia (ou quanto essa tentativa de fazer uma frase engraçada). É algo tão “tanto faz” que, no fim, é um grande “foda-se” também.

O negocio é meio que um Diablo. Há uma (acho que literalmente) Dungeon, e existem tesouros nela, e quanto mais fundo você vai, mais valiosos são, porém os perigos aumentam proporcionalmente.

Não tem nenhuma lógica ou critério aqui. Talvez eu esteja exigindo muito, mas é algo que não me fez imergir na obra, porque de novo, é tudo “tanto faz”.

Os elementos fantasiosos só estão ali para ser uma ferramenta em prol da comédia. Se a comédia fosse boa, talvez isso não seria um problema. Mas ela é ruim, então fica difícil.

Será que tem algo que se salva aqui?

Não. Fim!

Finalizando….

Mentira (ou não), vou fazer uma forcinha aqui e tentar arrancar um ponto positivo desse anime, para eu não ser o chato da parada. O conceito da obra é interessante; um personagem subvertendo as situações mais absurdas a seu favor, de maneira quase criativa e no final das contas se ferrando e voltando a estaca zero.

Esse tipo de história, se bem feita, é algo que da para levar infinitamente que não vai ficar chato. Pois claramente esse anime não pretende ter um ponto final, ou chegar a um lugar com ser o “Rei dos Piratas“. A única coisa que o protagonista quer, é viver na mamata (era só ele ser deputado no Brasil).

Então, isso seria bem legal. Mesmo sabendo o desfecho, o interessante seria como ele subverteria e como ele se ferraria no final.

Talvez, o autor siga realmente por esse caminho, e esses três episódios foram testes para buscar o “tom” certo do anime. E com muita fé em Deus, ele consiga acertar esse ponto e entregue um anime minimamente divertido até o final dos 12 episódios.

Mas, infelizmente eu não ficarei para ver o resultado final. Prefiro ver o filme do Pelé!

Finalizando minhas primeiras impressões do anime…

Enfim, primeiramente (de novo), se você não achou graça em nenhuma das minhas piadas durante esse texto, me de os parabéns no comentários, porque esse era o objetivo. A ideia era só tentar ser engraçado assim como Meikyuu Black Company, então, eu tive sucesso em falhar (obrigado!).

Segundamente: pode ser que eu tenha falado um monte de besteira aqui, e o anime consiga ser mais engraçado que Konosuba, pois até o momento da elaboração dessa RD3, Meikyuu Black Company conta com uma nota de 7,11 no MAL.

Sendo assim, você que gostou, tem o total direito de dizer que falei besteira. Mas, tudo que eu escrevi não deixa de ser uma verdade para mim, e infelizmente eu não tive uma boa experiência com o anime.

Porém, entretanto, todavia, em todo caso, eu espero que o anime melhore e seja um dos bons animes de comédia desse ano. Porque mais do que nunca, nós brasileiros estamos precisando rir de algo que não seja a nossa própria desgraça.

Obrigado!

Ah, tem um “terceiramente”: se você quer conhecer animes de comédia realmente engraçados, da uma conferida na nossa lista. Tenho a absoluta certeza que qualquer um desses títulos são melhores que Meikyuu Black Company.

Escrito por

Pedro Bernardes

Profissional de Educação Física

Cult | Atleta | Leitor compulsivo

Belo Horizonte - MG

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