Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

Mieruko-chan é um dos poucos animes que esperei nos últimos meses, embora com um pouco de receio devido a ênfase nos ângulos diferenciados que o próprio trailer apresentou. 

Talvez não lembrem, mas recomendei o mangá de Mieruko-chan alguns meses atrás, na lista de Mangás de Terror que fiz junto do Diego. Conheci a obra durante algumas pesquisas por conteúdo de terror que fosse interessante.

Dito isso, terror é um gênero um pouco complicado de encontrar obras que apresentem certa qualidade. Há muitas que apelam totalmente para conteúdos abusivos, ou se prendem apenas ao gore absoluto como método narrativo, esquecendo de contar uma história, e não me agradam. 

Contudo, Mieruko-chan foi uma surpresa: personagens legais, traços bonitos, uma narrativa agradável que aos poucos se desenvolve para uma história mais completa. Ah, e criaturas realmente bizarras! 

Porém, será que a adaptação faz jus ao mangá?

Mieruko-chan anime visual oficial
  • Gênero: Comédia, Sobrenatural, Terror
  • Estúdio: Passione (Rokka no Yuusha, Citrus)
  • Material fonte: Mangá
  • Onde assistir: Funimation
  • Novos episódios: Domingos

O anime da menina que vê… Mas vê o quê?

Mieruko-chan, ou literalmente A Garota que os vê, em tradução livre, acompanha Miko Yotsuya, que em um dia normal de sua vida descobre que pode ver espíritos de outro mundo.

Assim, como ela reage? Junta toda a força de vontade de seu ser e tenta ignorar completamente que viu, ou ouviu, algo. Sobretudo, fica claro que a coitada está aterrorizada, mas ela não se deixa abalar enquanto os espíritos não desaparecem de sua volta.

Agora, você deve estar pensando que essa premissa é meio batida e ela provavelmente vai ganhar alguma habilidade para combater essas criaturas, não é? Todavia, tudo que a pobre Miko pode fazer é tentar afastar os monstros, já que esses, aparentemente, insistem em ficar perto dela.

Enfim, ela tenta de tudo, desde deixar de olhar pra ver se eles desaparecem (como em filmes de terror), até álcool gel e contas de oração… E, bom, parece que ela está fadada a vê-los em todo canto, gostando ou não. Assim, acompanhamos seu sufoco diário para manter ela mesma e sua melhor amiga, Hana Yurikawa, bem longe dos monstros.

Também, fica a pergunta: porque é que ela os enxerga?

Entre tropeços e acertos

Primeiramente, a execução desta adaptação está indo bem, os desenhos estão bonitos e fluídos e segue o mesmo padrão quase episódico do mangá. Aliás, fiquei contente em ver que eles adicionaram alguns detalhes a mais na narrativa, que farão diferença nos próximos episódios.

Queria falar o que é, só que não quero dar spoilers.

Ademais, acabei por não gostar muito da forma que retrataram os espíritos, não tenho certeza se utilizaram CGI para eles, porém a aparência de alguns ficou mais caricata e, assim, menos assustadora do que o mangá retrata.

Uma assombração junto de um gatinho
Esse, contudo, ficou mais bizarro ainda, haha!

Nesse interim ainda, a trilha sonora não é das mais incríveis, ela é competente sim, porém os efeitos sonoros poderiam ter sido melhor utilizados para gerar tensão. Embora talvez essa parte seja frescura minha, haha, como já que sei o que vai acontecer na história acabo não me abalando muito.

As músicas, contudo, são boas! Ambos abertura e encerramento são agradáveis de ouvir, e suas letras fazem sentido para a trama. Agora, algo que me incomodou um pouco foi a alteração de algumas cenas para a adição do fator fan service.

Sendo sincero, eles poderiam muito bem ter incluído nos gêneros da adaptação o ecchi, pois fizeram questão de escancarar no primeiro episódio, com as famosas câmeras com ângulos e foco desnecessários para a narrativa, bem além do que o mangá possui.

Eu, particularmente, consigo ignorar estes momentos com tranquilidade, mas nem para todo mundo é assim. E, mais uma vez, nem tudo é perfeito, não é?

Enfim, Mieruko-chan tem uma história para contar?

Embora o anime siga o formato quase episódico do mangá, fica claro que os acontecimentos são cronológicos, e que querem fazer com que o espectador tenha a noção de avanço na narrativa. Esses primeiros episódios focam em entender como a protagonista reage aos eventos, e como ela se preocupa com o bem estar, não só próprio, mas também de sua amiga.

Vale ressaltar que a comédia dele é bastante singular, vai depender de como cada pessoa interpreta as reações das personagens para com os eventos da obra.

No fim, é bastante legal ver como a Miko passa a agir e decidir o que fazer com base no que ela está vendo próximo as pessoas, mesmo quando ela está aterrorizada demais para seguir. Um exemplo é a segunda parte do episódio dois, e a delicadeza da cena pós encerramento para fechar o capítulo.

O autor, Tomoki Izumi, gosta de adicionar estes pequenos momentos na história para provar que nem tudo é tão ruim assim. Dá mesma forma, faz questão de mostrar que o que é ruim sempre pode piorar um pouco, haha (fica o spoiler que haverá mais deles).

Em suma, a história avança devagar, apresentando e adicionando elementos e personagens aos poucos, mas faz isso de forma agradável. Se você superar a barreira do fan service criada, ele tem bastante a oferecer. Espero de verdade que mantenha a qualidade, e que não forcem tanto o ecchi aqui e lá.

Por fim, é isso, estou gostando da adaptação! E vocês, estão assistindo? Me conta o que estão achando!

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Escrito por

Luiz Rudolf (Matahashi)

Escritor e Faz Tudo

Curioso, Mangázeiro e defensor de Slam Dunk.

São José dos Pinhais - PR

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