Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

Shadows House, apesar de não ter ganhado como escolha trovejante, foi um dos animes que recebeu a menção honrosa, junto com Fumetsu no Anata E (que também está muito bom!). Eu fui uma das que votou em Shadows House, e, caramba, não me arrependo nem um pouquinho!

Shadows House me traz aquele sentimento que a gente tinha no começo de The Promised Neverland. É como se o fofo se juntasse ao macabro, e você torce ainda que não saiba de absolutamente nada que se passa ali. Em um momento, você diz “que gracinha!”, e em outro, você diz “que horrível!”. Mas é isso aí mesmo.

Sério, eu não sei exatamente o que acontece, mas esse anime tem tantos pontos positivos que eu nem preciso pensar muito para dizer que vale a pena. Eu já sabia que valeria antes mesmo de o primeiro episódio terminar.

Emilico e Kate em Shadows House
  • Gênero: slice of life, sobrenatural, seinen
  • Estúdio: Cloverworks
  • Material: Mangá
  • Episódios: 13
  • Novos episódios: Domingos
  • Página do anime (na Cúpula e no MAL)

Do que se trata Shadows House?

Inicialmente, encontramos uma menina, de cabelos loiros, acordando para fazer algumas tarefas em uma casa. De forma distinta do cenário escuro e sujo, esta menina é alegre e colorida, como um brilho no cenário.

Emilico

Descobrimos, então, que essa menina é (ou se autointitula) uma boneca viva, pronta para servir à família Shadow. Até aí tudo bem (kkkkk, não), mas não é só isso. A sua mestre é uma menina chamada Kate, aliás, é uma SOMBRA chamada Kate, que tem exatamente a mesma altura da boneca viva, além de ter uma silhueta idêntica.

O primeiro episódio se passa de maneira lenta, bem como um slice of life: ele não quer te entregar tudo de vez. Ele mostra tudo o que quer mostrar sem explicar, necessariamente. Um dos pontos mais esquisitos que já vemos de cara é o local no qual a nossa boneca viva dorme:

caixa de dormir

Além disso, ela não tinha nome! Quem a nomeia é a sombra que ela serve, e a dá o nome de Emilico. Emilico é desastrada nas suas tarefas, deixa as coisas caírem, não sabe muito bem lidar com isso tudo e nem sabe ler. Todavia, é extremamente diligente e curiosa. Sua última qualidade, contudo, não parece ser um ponto positivo nessa casa.

Parece fofo, mas não é

Não é só Emilico: todos os bonecos vivos têm um mestre com o equivalente ao corpo deles. É exatamente idêntico. E é super bizarro quando, cantando em uníssono, os bonecos vivos dizem que sua vida é para servir à família Shadow.

E aí entra o mais esquisito ainda: para demonstrar emoções negativas, essas sombras soltam “fuligem”. Que, inclusive, eu vi como um ótimo recurso de sabermos as emoções desses personagens, tendo em vista que não vemos seus rostos. A fuligem, no caso, é o motivo de o tempo todo os bonecos vivos precisarem limpar a casa inteira.

Kate, a mestre, não parece querer mal a Emilico. Mas, assim que as duas, por algum motivo, colocam o pé para fora dos seus aposentos, encontram com uma dupla de sombra e boneco. Pela primeira vez, Emilico fica completamente confusa – e nós, que estamos assistindo, também.

O surreal é que a sombra começa a falar, enquanto a boneca repete exatamente os mesmos movimentos, personificando as expressões da sua mestre. Fala em tom irônico e pergunta sobre um tal debute, que Emilico não faz a menor ideia do que significa. A boneca não fala nada, não pensa por si, nem age por si. Naquele momento, ela é a sua mestre.

boneca e sua mestre rindo

Quem são os bonecos? O que é essa casa?

São muitas, muitas perguntas! E a gente não faz a menor ideia do que todas elas significam. O grande “quê” da questão é que elas vão sendo mostradas lentamente, e, assim, Emilico tenta associar tudo com as poucas informações que recebe.

Nós não sabemos mais do que a nossa personagem principal, e é isso o que causa o sentimento de querer continuar vendo. O que se sabe até então é que os bonecos vivos foram criados por alguém chamado “Grande Avô”, cujo nome não pode ser pronunciado entre os bonecos.

Além disso, sabe-se também que o “debute” é uma espécie de ritual de iniciação para todos os bonecos vivos, que provavelmente deve ter a ver com atuação e personificação dos mestres. Dá a entender isso principalmente pela opening e pela ending, que aliás, estão MARAVILHOSAS!

Será que já posso dizer que essa é a melhor ending do ano?

Enfim, voltando ao ponto: essa dança que é feita entre o slice of life e o suspense gera um misto de felicidade e apreensão bem incomum, que é muito gostoso. Uma das cenas mais desesperadoras foi quando uma das bonecas foi tomada por um punhado de fuligem que se movimentava sozinho (um fantasma) e ficou assim:

boneca com a doença da fuligem
Fofo, não é?

Finalizando as primeiras impressões de Shadows House

Queria escrever até amanhã sobre como estou amando assistir Shadows House e acompanhar a caminhada de Emilico. É absurdo como tanta coisa pode se passar em um local só (que é a própria mansão) e de como tanta informação vai sendo mostrada de maneira muito orgânica.

Sei que o mangá ainda está em publicação, então Shadows House está sendo adaptado bem lentamente e tranquilamente (e, sem sombra de dúvidas, não vai terminar agora). Eu tenho certeza de que ficarei triste depois que os episódios terminarem, e ficarei esperando por mais.

Quero muito ver a resolução de todos esses mistérios! Esse, eu recomendo a todo mundo assistir. Essas primeiras impressões foram ótimas. Minha única observação é que, para quem não curte adaptações mais lentas, pode ser um pouco moroso. Mas nada que não dê para assistir em 1.5x, como o Welerson diz! Já para as pessoas normais, o ritmo normal será agradável. Shadows House é incrível!

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Escrito por

Helena Nunes

Estudante desesperada

Revisora textual | Cantora de chuveiro

Campos - RJ

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