Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

MAPPA. Madhouse. Anime original. Opa! Ao bater o olho nessas informações você provavelmente, assim como eu, já começou a criar um certo hype para Takt Op. Destiny. Há quem nos julgue por isso, mas esse anime não entrou como uma das escolhas trovejantes do nosso time interno, apesar de ter sido uma das três da comunidade.

Ademais, resgatando o sentimento feliz ao ver os estúdios envolvidos, vendo o trailer e lendo a sinopse, meu interesse subiu mais ainda. Curte só:

Atraídos para a Terra pela música dos humanos, estranhos monstros conhecidos como D2 agora assolam a Terra e a humanidade. Para impedir seu avanço, a música é proibida em todo o mundo.

Entretanto, surgem aqueles dispostos a combater os monstros: Musicarts, garotas que manejam a música como arma, usando as grandes óperas e partituras da história a seu favor para derrotar os D2s, e os Conductors, que as orientam e guiam. Em 2047, um Conductor chamado Takt e uma Musicart chamada Destiny viajam pelos EUA, tentando reviver a música e aniquilar os D2 restantes.

Pois é. Tá bonito. Bem bonito. E a trilha sonora certamente chama atenção, apesar de no trailer parecer que não conversa muito bem com o que tá rolando. Mas, tudo bem, acho que é de consenso que a indústria dos animes sabe fazer muita coisa, menos trailers e cronogramas saudáveis (é, pois é, nesse anime também).

Enfim, não tô aqui para criticar trailers, mas será que minhas primeiras impressões ficaram no nível da minha PRIMEIRA impressão ao ver a ficha técnica de Takt Op. Destiny?

Veremos.

Takt Op. Destiny anime visual oficial
  • Gênero: Ação, Fantasia, Música
  • Estúdio: Madhouse (One-Punch Man) e MAPPA (Jujutsu Kaisen).
  • Material: Original
  • Onde assistir: Crunchyroll
  • Novos episódios: Terças

Uma premissa interessante, mas…

Nos três primeiros episódios de Takt Op. Destiny fica bem claro que a ideia é contar algo novo, mas não só isso, contar de um jeito muito bonito.

A animação é realmente muito maneira, mas não entrarei nesse assunto agora. Vou focar na trama mesmo.

Se você leu a sinopse ali em cima (mentira, ninguém lê, eu sei), você entendeu que existe uma intenção de ser bem original neste anime.

Talvez não tenha ficado claro, mas se imagine, literalmente, num mundo sem música. Digo, não que não tenha música, mas se você ligar sua caixinha de som provavelmente um monstro (os D2) vão aparecer pra descer o cacete em você. Por quê? Não sabemos ainda, mas é assim que a banda toca. Ou melhor, não toca, né.

Takt, nosso protagonista, cujo nome se pronuncia igual “Takuto”, não sei se vai ter um motivo para removerem essas duas vogais do nome dele ainda), está numa espécie de “jornada” para resolver um problema.

Não posso contar qual é o problema, pois o anime começa já na porradaria para te prender na ação, e só nos episódios seguintes é contado mais sobre os personagens e sobre suas motivações (e o que é o tal problema).

Contudo, admito que mesmo sabendo da motivação dos personagens, não me vi (ainda) preso pela história.

Por mais que a premissa seja interessante, ainda não consegui me conectar com ela. Não senti o peso real daquela sociedade sem música, daquele mundo “distópico” (se é que posso chamar assim).

Além disso, os personagens não ajudam muito na imersão.

O protagonista é meio sem sal. Sabe aquele cara teimoso e “japonês” demais? As outras 2 garotas, Anna e Destiny, são arquétipos de coisas que você certamente já viu por aí.

Para onde estamos indo aqui?

Ao final do episódio 3 fica mais claro qual é o objetivo dos personagens, o que é um ponto positivo. Afinal, até ali, o que realmente me segurou em Takt Op. Destiny foi o potencial de uma premissa diferenciada sob uma animação maravilhosa.

Não entrei em muitos detalhes sobre o worldbuilding porque, sinceramente, não interessou tanto assim. Acho legal a brincadeira com as sinfonias, com a música, e o lance de existirem os Conductors (como Takt), que conduzem as Musicarts (como Destiny) na batalha contra os D2.

Reformulando a colocação anterior: acho os combates legais e bonitos, a ideia de brincar com a música também é interessante, mas não ligo para os “nomezinhos” e “categorias” dessas coisas, que fazem parte da construção de mundo do anime, e também acho as explicações expositivas no começo do anime bem preguiçoso, porque apesar de ser “importante”, eu duvido quem de fato decorou aquelas informações. Introduzir aquelas informações de maneiras mais orgânicas, como via diálogo dos personagens principais e secundários, seria bem mais legal.

Porém, gente, a animação… rapaz, que coisa maravilhosa! Sem dúvidas é o ponto que mais está me segurando no anime. Numa escala de 0 a 10, na qual o resto está um 6 (só pra passar na média), a animação chega bem perto do 10.

A animação é realmente boa em Takt Op. Destiny, eim

As cenas de ação possuem um peso maravilhoso.

Cada chutasso que a Destiny dá nos D2, ou cada corte que elas faz balançando aquele rifle-espada enorme, ou a movimentação de Takt enquanto corre para acompanhar sua Musicart, tudo é bastante empolgante e bem produzido. Você pode sentir os golpes, daquele jeito que quando vê você solta um “eitaaa” para você mesmo. Bom demais!

Dá uma curtida no vídeo. É “spoiler”, mas sinceramente, não é na verdade

Takt Op. Destiny conta também com muito brilho e detalhes em partículas, seja quando estão se transformando ou explodindo uma casa inteira para exterminar um inimigo. A ação somada as animações maravilhosas com certeza é o que faz muita gente estar achando este anime “o melhor da temporada até agora”.

Como a putinha de animação que sou, eu consigo entender. De verdade. Eu precisei refletir muito para escrever as coisas “negativas” o que escrevi antes sobre premissa, história e personagens.

Afinal, é fácil demais ficar hipnotizado pela produção muito acima da média dos estúdios Madhouse e MAPPA. Ainda mais se você, assim como eu, AMA animação 2D mesclada com 3D de um jeito suave, sem acionar aquela estranheza que vemos em muitos animes por aí. Demon Slayer e Jujutsu Kaisen fazem isso muito bem.

Mas, falando em produção…

A produção está passando por problemas??

O site Sakuga Brasil está sempre nos mantendo muito bem informado sobre as produções técnicas dos animes, principalmente as voltadas para animação.

Para quem não está por dentro, “animação” não é o design dos personagens, não é o traço, nem as cores utilizadas na paleta. Animação é movimento. E Sakuga é, em resumo, “uma animação muito bem feita”. São momentos chave dentro das obras que brilham aos nossos olhos quando acontecem. Seguem alguns exemplos:

E bem, Takt Op. Destiny vem entregando muitos momentos bem animados, desde seu episódio 1. Porém, como nos informou Sakuga Brasil no dia 13 de outubro, a produção estaria passando por um cronograma apertado demais para manter tamanha qualidade.

O episódio 3 do anime saiu no dia 19, e nele, já pudemos perceber algumas cenas que caíram de nível, onde o diretor precisou cortar momentos de ação, reduzindo o impacto das batalhas. Para quem já assistiu, reassista a batalha dentro da floresta do episódio 3, e depois volte e veja batalhas dos episódios 1 e 2. Existe uma diferença bem clara na qualidade geral.

Nada que tenha ficado “ruim”, mas assim, se você começa com a régua lá em cima, na hora que precisar abaixar muita gente pode reclamar. Dependendo de quanto baixar, podem reclamar com razão. Lembram da segunda temporada de One-Punch Man?

Finalizando as primeiras impressões de Takt Op. Destiny

Apesar do viés meio negativo que teve o começo do texto, Takt Op. Destiny, na minha opinião, ainda é um dos grandes títulos da temporada de outono de 2021. Talvez para nós aqui da Cúpula não tenha valido estar dentro das escolhas trovejantes, mas nossa comunidade votou e deixou claro que, para eles, este anime é sim uma grande promessa.

E você, está assistindo Takt Op. Destiny? Me conta aí o que está achando!

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Escrito por

André Uggioni

Co-Fundador

Editor-chefe | Host do CúpulaCast

Criciúma - SC

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