Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

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Enfim conseguimos entregar as primeiras impressões de Back Arrow, mais um dos novos animes de inverno de 2021. Peço perdão pela demora gente, ainda mais por que esse foi uma das escolhas trovejantes da temporada… Mas, enfim, aqui estamos com as primeiras impressões deste anime que saiu direto da cachola do diretor de Code Geass, um dos meus animes favoritos.

Mas já começo DIMINUINDO suas expectativas, porque Back Arrow, apesar de começar bem, não começa nem de perto tão bem quanto Code Geass. Então, não entre de cabeça como eu entrei.

PORÉM, este anime pode ser de fato interessante, e dependendo de como eles conduzirem essa história (e melhorar umas coisinhas aqui e ali) pode acabar se consagrando como um dos melhores da temporada.

Para vocês terem uma noção, Back Arrow me lembrou bastante de PROMARE e Gurren Lagann. E vocês sabem o que esse último significa para mim.

Back Arrow visual anime janeiro 2021
  • Gênero: Ação, Fantasia, Mecha
  • Estúdio: Studio VOLN
  • Material fonte: Original
  • Episódios: 24
  • Novos episódios: Sábados
  • Página do anime (na Cúpula) (no MAL)

O primeiro contato com Back Arrow

Ao entrar neste anime, logo de cara caímos naquela clássica narrativa onde, literalmente, um narrador começa a falar coisas chatas sobre como aquele mundo funciona: a divisão dos países, quem tá em guerra com quem, e algum elemento único daquele universo, que no caso de Shingeki no Kyojin Back Arrow, é a tal da Muralha.

Nem vou me preocupar em explicar o nome dos países e os nomes dos lugares, porque, sinceramente, isso pouco me importa – e se a narrativa já falhou em me explicar isso no começo (não lembro de NADA), não sou eu que vou conseguir fazer você decorar… Mas o que importa aí é a Muralha, porque é dali que nosso protagonista vem.

Na verdade, ele vem de um lugar “além da Muralha”. Algo que, para todo e qualquer cidadão daquele mundo é impossível. Afinal, ainda não comentei, mas a Muralha engloba TUDO e TODOS. Segundo a mitologia daquele mundo, não há nada depois dela. Além disso, ela é muito alta e espessa, tornando assim sua travessia aparentemente impossível.

Mas nesse mundo esse não é o único elemento diferentão…

Robôs que se materializam do nada + capsulas de battle royale caindo do céu!

Aviso: já vire a chavinha da suspensão de descrença logo no começo, pois em Back Arrow os personagens podem materializar um robozão gigante a partir de um bracelete que eles colocam no braço.

E o melhor: o robô terá uma aparência com base na sua convicção. E é aí que esse anime me lembra demais de Gurren Lagann.

Além dos robôs, algumas cápsulas aleatoriamente caem pelo mapa alô Fortnite, e elas contém alguns itens úteis para as nações continuarem batalhando entre si, como por exemplo mais braceletes-de-robô-gigante. Só que um dia, uma dessas cápsulas não deu itens… Deu um rapaz. Pelado.

E este é nosso protagonista! O autointitulado Back Arrow!

back arrow sentado no meio da destruição da vila
Não postei foto dele pelado por motivos de nudismo ok…

Lembra que o protagonista falou que vinha de um lugar “além da Muralha”? Pois é, agora ele quer voltar para lá. Afinal, esta é a única lembrança que sua amnésia não retirou.

Sua única missão. Talvez, sua “convicção“.

Unindo um protagonista desconhecido com um anel-transformador-de-robo-gigante certamente nos entregaria o óbvio: um robô gigante desconhecido e fodão! E deu no que deu. Tivemos um robô desconhecido e fodão.

robo azul brilhante em back arrow a noite
Deu o óbvio!

A partir daí, o Arrow passa por alguns maus bocados (causados por sua existência pura e simplesmente), se junta com alguns camponeses para ir atrás de seu objetivo: voltar de onde veio.

Uma trama simples, mas sincera (talvez demais)

Com uma atmosfera de guerra e política rolando, Back Arrow nos entrega uma história com combates, lados militares e um grande mistério: a Muralha e o que ela é, ou o que ela representa.

Achei toda a ideia bem legal, e o bom é que Arrow [protagonista] tem todas as qualidades que um anime “full vamo pra frente fodase” precisa: um arco estático. Ou seja, ele já tem sua verdade bem definida. É tipo o Goku, ou o Luffy. E aí vem a outra semelhança: Galo, de PROMARE! Se bem que também lembra muito o Kamina, de Gurren Laggan…

Não levanto as semelhanças como algo negativo, ok? Encaro como inspirações, e isso é maneiro. Arrow realmente consegue segurar a trama e deixar ela interessante com o seu jeito “wtf” de fazer as coisas. Afinal, ele não sabe nem quem ele é, então andar nu por aí ou dar soco em pessoas que ele mal conhece parece algo normal a se fazer… Então por que não?

Achei essa atmosfera divertida. Porém, talvez… Divertida demais.

Apesar de promissora, os 3 primeiros episódios me passaram a impressão de que esse anime se resolverá na base da motivação pela pura bondade inocente, sem termos personagens cinzentos movendo a trama. Em outras palavras, só teremos heróis e vilões; não teremos aqueles personagens que nos fazem questionar se o ponto de vista do mocinho é o certo de verdade, tipo como acontece em obras como Vinland Saga ou Magi.

Talvez essa seja só uma primeira impressão, mas enfim, ainda acho arriscado trilhar dessa forma. Acaba ficando raso e não identificável.

Ainda: temos robôs gigantes em CGI, mas o CGI não é ruim!

Falou em robô gigante, falou em CGI. Infelizmente, essa é a realidade de animes mecha não muito famosos hoje em dia. Isso barateia demais a produção dos animes, então não posso julgar a escolha de usar CGI, porém, posso julgar a qualidade final do mesmo.

E felizmente em Back Arrow está bem ok. Num mundo onde as pessoas reclamam agressivamente do CG de Attack on Titan Final Season, provavelmente não vão gostar de o CGI de Back Arrow, mas não se esqueça que também temos EX-ARM no mundo. Então, poderia ser bem pior.

As cenas de ação chegam a ser quase fluídas, o que é um ponto positivo. A coreografia das lutas, contudo, é bem repetitiva, e temos alguns personagens bem qualquer coisa, como a C.C. menina do chicote que é apresentada como “badass” mas na verdade quando vira robô só vira, literalmente, um saco de pancadas. Complicado.

Se quiser ver para ter um gostinho… Mas tem spoilers:

Se quiser ver para ter um gostinho… Mas tem spoilers!

Aproveitando que falo aqui dos quesitos técnicos, acho que a única coisa que foi bem aproveitada de Code Geass foram os traços e os robôs. O que é bom, já que se fizesse parecido em mais pontos tornaria a comparação mais contínua, e fazer o espectador comparar você com algo querido para ele talvez não seja uma boa ideia…

Finalizando as primeiras impressões de Back Arrow

Sinceramente, poderia falar bastante a mais. Mas como ainda não sei se vou fazer uma crítica de Back Arrow, vou parar por aqui nessa RegraDe3.

Concluindo, eu vejo potencial em Back Arrow (mesmo que no MyAnimeList esse anime esteja com um injusto 5,90.. Se bem que vi apenas 3 episódios, já temo 5… vai saber). Acredito plenamente que como serão 24 episódios, eles conseguirão construir alguma coisa que seja, no mínimo, metade do que Code Geass foi… (o que já estaria bom, né?).

Talvez não consigam entregar um grau de “épico” tão grande como foi Gurren Lagann, e também não cheguem perto da “mensagem” de PROMARE. Mas… Veremos. Acho que 3 episódios foram pouco para tomar qualquer decisão aqui.

A única coisa que farei, com certeza, é esperar terminar para assistir tudo de uma vez quando acabar a temporada.

EXTRA: a abertura é da LiSA! A música é demais, apesar da abertura em si ser meio sem gracinha.

Clipe da música

(e sim, eu usei um título bem sensacionalista nessa RD3)

Escrito por

André Uggioni

Co-Fundador

Editor-chefe | Host do CúpulaCast

Criciúma - SC

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