Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

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Quando vi o trailer de Joran The Princess of Snow and Blood fiquei bastante impressionado. Afinal, além de tudo ser bastante bonito, temos uma qualidade de animação promissora, e um plot de vingança clássico que costuma convencer a maioria dos espectadores.

Só que, bem, Joran foi só isso para mim até agora: um apanhado de coisas legais e com potencial mas que ainda não me prendeu. Mas talvez seja tarde demais.

Joran The Princess of Snow and Blood visual oficial
  • Gênero: Ação, Histórico, Sobrenatural
  • Estúdio: Bakken Record
  • Material fonte: Original
  • Episódios: 12
  • Novos episódios: Quarta-feira
  • Página do anime (na Cúpula) (no MAL)

Joran se passa em 1931 no Japão, mas ao mesmo tempo… é… cyberpunk?

Ano de 1931. O príncipe Yoshinobu Tokugawa está com 94 anos e detém controle total do Japão. Resquícios da cultura da era Meiji podem ser vistos pela cidade, mas o recente surgimento de novas tecnologias e do Onmyodo dão ao lugar um teor mais moderno. Contudo, por trás de todo o glamour, o grupo dissidente Kuchinawa planeja o assassinato do príncipe e a derrocada do regime. Sawa Yukimura é membro da Nue, uma organização governamental encarregada de exterminar dissidentes. Sua família inteira foi morta pelo chefe da Kuchinawa, e ela jurou vingar a morte deles.”

Essa é a sinopse do anime. Parece um tanto quanto simples, porém eu não esperava que as “novas tecnologias” seriam tão tecnológicas. Eu juro que não entendi ao certo ainda a construção de mundo em Joran The Princess of Snow and Blood.

Mas isso não é algo ruim, pois eu posso apenas não ter entendido ainda. Esse ponto, diferente dos demais que comentarei mais à frente no texto, não atrapalhou em nada minha experiência com o anime.

A narrativa não é expositiva a ponto de explicarem tudo que acontece em tela, e o mundo em si ficou de lado das explicações, o que chamou minha atenção, já que geralmente seria a primeira coisa a ser explicada.

Além disso, as características apresentadas até agora me surpreendem porque é uma história que se passa em 1931 no Japão, mas temos sabres de luz e construções futurísticas bem arrojadas que em nada lembram os anos 30 de qualquer lugar do mundo. Fiquei bastante intrigado, confesso.

Sendo sincero, esse é o ponto de maior interesse de minha pessoa no anime até então. Reforço que ainda não foi nada explicado, mas acredito que tenha algo a ver com uma matéria prima especial que foi descoberta no Japão dentro da construção de mundo do anime.

Mas os problemas começam agora…

Era para eu ligar para alguma coisa em Joran?

Infelizmente, uma história cujos personagens não fedem nem cheiram para você mal é uma história – é só uma passagem distante, talvez uma história de dormir que sua mãe contava quando você tinha 1 ano de idade e você não lembra de nada. E esse sou eu com os personagens de Joran: eu mal lembro do nome deles, e eu acabei de ver os 3 primeiros episódios em sequência.

O anime falhou demais em apresentar a protagonista de maneira a nos fazer sentir algo, pois, apesar de usar a clássica cena do “mataram toda minha família, mas eu estava no armário escondida vendo tudo”, ela simplesmente não tem graça nenhuma.

Uma personagem vazia, movida (até então) pelo puro estímulo da vingança. Mas não é algo nível Thorfinn, como vemos em Vinland Saga.

É algo bem menos identificável que o anime dos vikings por 2 motivos:

O primeiro é porque, por ser uma assassina profissional, a protagonista de Joran não esboça muitas caras e bocas (mesmo que esses sentimentos estejam dentro dela). Isso torna toda a experiência dos três primeiros episódios bastante frustrante, porque ela é simplesmente chata. Não existem muitas palavras para definir aqui. Mas esse problema, junto ao próximo, é o que matou a pau.

O segundo, e talvez principal motivo, é que nós não damos a mínima para a família dela, que é o principal gatilho para que o enredo do anime exista. Afinal, estamos acompanhando a “história da menina que virou uma assassina para assassinar o assassino que matou sua família inteira”. Porém, até agora, o anime falhou em fazer eu sentir empatia, me desligando da protagonista e de sua ambição e, portanto, da trama como um todo.

“Mas André, e se conseguirem te comover mais na frente dos episódios?”

Válido. Totalmente válido. Mas isso para quem entra no anime com a intenção de ver ele até o final, independente de quão sem sal forem os primeiros episódios. Não é o meu caso.

Enfim, meu ponto aqui é que, em 3 episódios inteiros, o meu sentimento para com a protagonista e a trama é de pura indiferença. Em outras palavras, eu não ligo para o que está ocorrendo no anime. De verdade. Foi entediante de assistir. Isso que eu nem entrei no mérito dos outros personagens, porque, para mim, todos são tão interessantes quanto a protagonista: nada interessantes.

A parte técnica é acima da média, contudo

Mesmo com os problemas de apresentação de personagens e a falta de uma trama palpável o suficiente para ser interessante, Joran The Princess of Snow and Blood entrega uma qualidade de animação e traço acima da média.

Digo, temos momentos muito bem animados, e a troca do “estilo” de animação quando a moça se transforma num espírito (sei lá se é) para combater outros monstros (sei lá se são monstros também) é bem diferenciado. No mínimo chamará sua atenção, afinal, tem até um momento “mahou shoujo fantasmagórico”, onde a cena meio que pausa e temos um “momento de transformação” da protagonista nessa tal versão “espírito”. A primeira vez que acontece fez eu parar de bocejar, mas a segunda foi meio cringe. Se fizerem isso em toda transformação ficará bem meme.

Pode ver o vídeo abaixo sem medo. Nem da de chamar de spoiler.

Reparem: é bonito, o traço é legal, tem o momento transformação, mas é triste como nada foi marcante (mas é claro que você vai ter que assistir para ver se concorda, né).

Uma observação aqui é que o estúdio responsável, o Bakken Record, tem apenas 2 animes listados em seu portfólio no MAL, Joran The Princess of Snow and Blood e Pandora to Akubi. Não consegui informações adicionais sobre o estúdio, então só posso presumir que seja de fato uma das primeiras obras deles. Além disso, o diretor Kudou Susumu é o mesmo de “K“, um anime original que já ouvi falar bem, mas nunca assisti por mim mesmo.

Finalizando as nem tão boas primeiras impressões de Joran The Princess of Snow and Blood

Sinceramente, penso que existem coisas mais interessantes para assistir nessa temporada, pois Joran falhou no que, para mim, não pode ser falhado no começo de uma história de vingança: criação da empatia (ou apatia) com os personagens principais e uma trama que envolva, minimamente, desde o começo.

Além disso, a construção de mundo do anime, apesar de me chamar a atenção, exigirá certa suspensão de descrença da parte do espectador quando colocada em prática.

Afinal, apesar de termos um guarda chuva que vira um sabre de luz e outro que vira uma ballista que parece ter dardos infinitos, que são ambas coisas leais, temos uma bomba que é explodida ao pé de 4 personagens, mas 3 deles que são assassinos mortais ficam desacordados com o impacto, já 4º, o coveiro que é um homem comum, permanece em condições de fugir da situação. Que bomba conveniente, não?

Enfim, foram 3 episódios, e será um anime de 12 episódios. Pode ser que melhore? Claro, pode sim. Sempre pode. Contudo, acabou demorando demais para me prender, então vou dropar o anime.

Escrito por

André Uggioni

Co-Fundador

Editor-chefe | Host do CúpulaCast

Criciúma - SC

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