Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

De todos os animes dessa temporada, Taishou Otome Otogibanashi com certeza passaria despercebido por mim se não tivesse dado a devida atenção. Afinal, o estúdio SynergySP nunca fez algo que me interessou muito e a premissa não é tão chamativa. 

Antes de começar a assistir, eu já tinha criado minhas expectativas — mesmo que baixíssimas — só de ver o trailer. Mas acabei me impressionando com a minha própria opinião final, após ver os 3 primeiros episódios. 

Já digo de antemão que não é um anime que vai te trazer muitas emoções ou vai te marcar pelo resto da vida, mas há coisas que precisam ser ressaltadas sobre ele. Enfim, será que vale a pena? 

Poster oficial de Taishou Otome Otogibanashi, com os protagonistas vestidos com roupas tradicionais japonesas
  • Gênero: Comédia, Romance, Drama, Slice of Life
  • Estúdio: SynergySP (Hayate no Gotoku)
  • Material: Mangá
  • Onde assistir: Funimation
  • Novos episódios: Sábado

Do que se trata Taishou Otome Otogibanashi, afinal? 

Taishou Otome Otogibanashi, ou Taishou Maiden Fairytale se preferir, se passa na era Taisho, no Japão. O protagonista, Shima Tamahiko, se envolveu em um acidente, onde perdeu sua mãe e o uso da sua mão direita. 

Isolado pelo pai em uma casa na área rural, Tamahiko se vê sem esperanças, apenas aguardando o dia de sua morte. Seus pensamentos são completamente pessimistas e suas ações refletem isso. 

Aos 17 anos, morando em uma casa sozinho, isolado de todos, Tamahiko é surpreendido por Tachibana Yuzuki, que surge em uma noite de neve. Yuzuki foi comprada pelo pai de Tamahiko para ser sua esposa e viver com ele nessa casa. 

Yuzuki é bem positiva, mesmo na situação em que se encontra, e leva um pouco de alegria, conforto e amor para Tamahiko, que, aos poucos, vai começar a mudar. 

Mais uma história clichê, onde a menina muda o cara?

Bom, sendo bem direta, sim: é mais uma história clichê, onde a menina vai mudando aos poucos o cara. Agora, se isso é ruim, é uma questão muito subjetiva. Eu, particularmente, comprei a ideia do anime e, mesmo sendo clichê, consegui ver seus pontos positivos. 

Yuzuki abrindo a porta do quarto de Tamahiko, que fica assustado

Então, vamos lá à minha opinião de fato. 

O fato de se passar na era Taisho, por si só, não tem nada de ruim. Mas o anime trabalha questões que, nesta época, eram consideradas normais, e hoje em dia são, felizmente, bem diferentes. Então, tive que segurar muito a minha militância feminina em algumas situações que aconteciam e levar sempre em consideração o tempo em que se passa a história. Haha 

Não imaginava que teria tanto drama na história — falando no bom sentido. Para mim, seria um anime slice of life, com comédia, enquanto ia desenvolvendo o relacionamento dos protagonistas. Isso me surpreendeu positivamente, afinal deu mais profundidade para essa história, que poderia ser muito rasa sem isso. 

A relação entre Tamahiko e Yuzuki

Tamahiko e Yuzuki têm backgrounds bastante densos e tristes. Isso nos ajuda a ter mais empatia pelos personagens e uma visão mais positiva sobre eles. Depois de entender de fato isso, suas atitudes começam a ser justificáveis e é até possível se identificar com eles.  

Também é interessante ver a dualidade de personalidades e vivências. Ambos não tinham vidas totalmente boas, passando por maus bocados em diversos momentos. 

Yuzuki veio de uma família mais pobre, que se viu obrigada a vender a própria filha para quitar dívidas. Mesmo tendo uma rotina feliz na escola feminina, ao lado de suas amigas, isso não mudava seu histórico. 

A personagem, que aparenta ser frágil, abdicou forçadamente de tudo, sua vida, seus estudos, sua família e amigos, para viver com um homem estranho. Mas Yuzuki ainda olha a vida de uma forma muito positiva, aceitando seu destino e fazendo de tudo para ser feliz.  

Enquanto isso, temos Tamahiko, que veio de uma família rica, com posses, mas que não tinha um pingo de amor dentro de casa. Depois de também perder tudo, sua mãe, os movimentos da sua mão direita e a aceitação de seu pai, se viu totalmente perdido.

Diferente de Yuzuki, Tamahiko se entregou completamente ao caos, vendo tudo por um lado pessimista e sem futuro. É até sufocante assistir enquanto ele se afunda cada vez mais em uma depressão. 

Eu não dava nada para essa personagem, mas Yuzuki mudou até a minha perspectiva sobre ela. É bastante justificável essa garota inocente, sem muitas barreiras, conseguir mudar aos poucos Tamahiko. 

Yuzuki e Tamahiko sentados juntos para comer

Tem pontos negativos?

Para minha surpresa, não há tantos pontos negativos quanto eu esperava. Obviamente que, mais a frente no anime, as coisas podem perder o rumo ou ficarem cansativas. Mas os três primeiros episódios se mostraram bastante promissores.

A animação é bastante bonita. Não tem nada de espetacular nela, mas cumpre bem seu papel, se mantendo bem nos episódios. Já o design de personagens me deixou um pouco confusa, porque ninguém parece ter a idade que realmente tem. 

Sim, é bem provável que seja proposital do autor, mas me deixou com agonia. Afinal, Yuzuki tem 14 anos, mas aparenta ser bem mais nova. E Tamahiko tem 17, então essa diferença me deixou incomodada. 

Parece aqueles casos de loli, que dizem que ela tem 300 anos, mas a cara e o corpo são de uma garota de 10 anos. Preocupante, mas não chega a ser nesse nível em Taishou Otome Otogibanashi. Ou será que sim? 

O anime tem bons momentos de comédia, mas nada que vai fazer você chorar de rir. Às vezes fica mais “sexual” do que deveria, mas pode ser que eu seja crica demais — bem provável que seja isso. No entanto, são partes que eu tiraria do anime, se pudesse. 

Yuzuki lavando as costas de Tamahiko

A mudança de Tamahiko foi mais rápida do que eu esperava. No terceiro episódio ele já parece bastante entregue à Yuzuki. Mas com 12 episódios, não dá para ficar enrolando muito, né? 

Finalizando as primeiras impressões de Taishou Otome Otogibanashi

Diferente do que eu imaginava, Taishou Otome Otogibanashi não é tão ruim. Mas talvez eu vá parar nesses três episódios, porque tenho um grande medo das coisas piorarem — minha intuição diz que sim. 

Mas por que eu acho isso? Bom, no trailer dá para notar que vão aparecer outras personagens femininas, e tem uma grande chance de ter traços de harém. Não que esse vá ser um anime harém, mas prefiro evitar a fadiga. 

Se você gosta de um romance bobinho, é bem provável que aproveite bem o anime. Ele tem tudo para aproveitar bem essa carga dramática e evoluir seus personagens, mas é um slice of life, então não dá para esperar muito disso.

Acredito que vale assistir os três primeiros episódios e tirar suas próprias conclusões. Não pretendo continuar, mas não foi perda de tempo assistir. Espero estar errada sobre minhas suposições futuras, e que Taishou Otome Otogibanashi seja bastante divertido no geral. 

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Escrito por

Natalia Tojal

Redatora/Copywriter

Otaka, gamer e cansada

Arujá - SP

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