Em nossas RegrasDe3, os autores assistem os 3 primeiros episódios de um anime novo lançado na respectiva temporada. Após isso, eles escrevem uma análise sobre esse começo da obra, sendo uma espécie de primeiras impressões. Fique atento: a RegraDe3 é uma visão baseada APENAS nesses 3 primeiros episódios, NÃO sobre o anime inteiro.

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Eu sei, eu sei. Ver o nome da RD3 ser algo tão negativo como “Jahy-sama é exatamente o que eu esperava: nada” já é de ficar para baixo antes mesmo de ler o texto. Mas eu não julgo vocês, porque, para mim, o título é um alinhamento de expectativa. Vocês me agradecerão por isso caso resolvam dar play no primeiro episódio de The Great Jahy Will Not Be Defeated!.

Farei o possível para desenvolver em cima do grande “nada” que é este anime. E leve “nada” ao pé da letra, porque apesar de a palavra “nada” ter uma conotação bem negativa, no fim, “nada” é neutro. Não é positivo, mas também não é negativo. Não é bom, mas também não é ruim.

É só… nada.

E isso representa muito bem o que senti assistindo aos 3 primeiros episódios de Jahy-sama. Agora, irei tentar externar de onde vem esse grande “nada”.

Vamos lá!

Jahy-sama wa Kujikenai! visual oficial
  • Gênero: Comédia, Sobrenatural
  • Estúdio: SILVER LINK. (Rakudai Kishi no Cavalry, Kokoro Connect)
  • Material fonte: Mangá
  • Episódios: 20
  • Diretor: Minato Mirai (Masamune-kun no Revenge, BoFuri)
  • Novos episódios: Domingos
  • Página do anime na Cúpula e no MAL

“A grande Jahy não será derrotada!” (apesar de ter sido)

Em The Great Jahy Will Not Be Defeated! acompanhamos a história de Jahy, a segunda demônio (concordância tá certa?) mais forte do mundo inferior. Começamos com uma espécie de foreshadow, onde já sabemos, de cara, que algo deu muito errado, pois Jahy está num quarto sujo, em forma de loli, mas logo corta para uma cena onde ela era uma gRaNde GosTOsa bem malvada no mundo inferior.

Jahy forma de demônio

Mas, como dito, algo deu errado.

Jahy em banheira no apartamento

Aparentemente, uma heroína conseguiu destruir o centro do poder do Mundo Inferior, fazendo com que o mesmo sucumbisse.

Heroína quebrando joia em The Great Jahy Will Not Be Defeated
O começo da derrota

Jahy, após derrotada, aparece no mundo humano, mas agora com uma vida… diferente. Antes, ela matava seus servos a bel prazer, ria da cara de todo mundo, tinha tudo do bom e do melhor. Agora, contudo, ela virou uma criança qualquer. Sem poderes, sem nada.

“Como ela sobreviverá?”, você se pergunta. Bem, a tal pedra mágica que foi destruída no mundo inferior está agora, na verdade, em milhares de pedacinhos espalhados pelo mundo humano.

Jahy, felizmente, encontrou um pedacinho dessa pedra, e com ele, ela consegue recuperar parte de seu antigo “ser”: ela consegue voltar a ser uma moça normal, deixando de ser uma criança.

A grande vantagem disso? Ela pode trabalhar!

E é sobre isso que o anime trata. Trabalho duro!

Jahy trabalhando em The Great Jahy Will Not Be Defeated

Espera, eu já não vi isso em algum lugar…?

A resposta é: sim! Você já viu.

Eu BASICAMENTE descrevi o plot inteiro de Hataraku Mao-sama!, um dos melhores e mais engraçados animes de isekai que eu já assisti.

Imagem de capa de Hataraku Maou-sama, com os personagens principais.
Visual de Mao-sama

Em Mao-sama, o protagonista, que era o grande Rei Demônio, é transportado para o mundo humano (não lembro o motivo, mas acho que foi algo parecido com Jahy). Agora, no novo mundo, ele trabalha num McDonalds. Coisas acontecem, e ele decide que ele irá dominar o mundo humano – mas começando de baixo, se tornando o gerente da lanchonete!

Então, é. Para mim, Jahy-sama é uma cópia descarada da ideia maneira de Mao-sama.

E tá tudo certo, afinal, isekai por isekai, figurinha repetida nunca foi problema. Temos muitos animes bem parecidos, e que mesmo assim são bem aproveitados pelo mesmo espectador. É perfeitamente normal uma pessoa assistir o isekai do smartphone e o isekai da mãe e gostar, mesmo os dois sendo, essencialmente, a mesma coisa (bem ruins).

Acontece que para mim, que já assisti Mao-sama, fica muito difícil defender Jahy-sama. Afinal, TUDO que o segundo tenta fazer, o primeiro já fez anos atrás, e fez MELHOR!

Mas o que Jahy-sama “faz”, então?

Antes passei a sinopse, mas não deixei claro como o anime é conduzido.

Basicamente, acompanhamos o dia a dia de Jahy enfrentando os problemas do dia a dia: trabalhar, encontrar pessoas que não gosta, lidar com dinheiro, pagar aluguel (apesar de ela não fazer essa parte…), essas coisas.

Logo, para que fique interessante assistir esse anime, no mínimo, você precisa gostar dos personagens e das interações deles. Afinal, é slice-of-life (não oficial, mas julguei assim) com comédia, mais traços sobrenaturais.

Acontece que todo mundo é chato em The Great Jahy Will Not Be Defeated!.

Todos os personagens são, literalmente, arquétipos que já existem em 1 milhão de animes por aí.

A proprietária que cobra aluguel que é esquentada, mas no fundo é uma boa pessoa. A empregada que é masoquista e adora ser maltratada pela sua senhora. A gerente da loja que é boa demais para ser verdade e aceita tudo numa boa. E, claro, a protagonista tsundere e esquentada que, supostamente, era para ser carismática… mas não é.

E é ai que Jahy-sama já começou a se perder para mim, porque além de personagens extremamente rasos e desinteressantes, a interação entre eles é de um humor pique a Praça é Nossa. Na verdade, pior que isso. É muito, muito infantil. Humor com agressão física e personagens berrando. Basicamente, é isso. Para mim, não podia ser menos interessante.

No fim, não fica engraçado porque as piadas são pastelonas e genéricas, as personagens são igualmente sem graça, e todo o resto não é nada original, afinal, temos um anime que veio anos atrás que é, literalmente, a versão melhorada dessa história…

Finalizando minhas primeiras impressões de The Great Jahy Will Not Be Defeated!

Sobretudo, mesmo que seja um anime que realmente não me cativou, sei que tem muita gente mais nova que ainda tá entrando no mundo dos animes. E essas pessoas podem gostar de comédia pastelão. Então, quem sabe, Jahy-sama possa agregar na vida dessa gente, e acabar por ser um “comfort anime“, daquele tipo que você bota para assistir antes de dormir e com muita sorte se divertir um pouquinho.

Só que, como dito ao longo do texto, para mim não funcionou. Faltou personalidade para os personagens, e também interações mais orgânicas e divertidas. Sinceramente, não ri, literalmente, nenhuma vez. Nenhuma. Principalmente porque eu já vi a versão 2.0 turbo desse anime: o Mao-sama.

Achei Jahy-sama tão qualquer coisa que eu não tenho mais nem palavras para escrever, mas sei de uma coisa: certamente ele concorreria a ganhador da categoria “impossível ver mais de 1 episódio seguido” do Para-raio Awards.

Para mim, a grande Jahy-sama já começou derrotada, e segue derrotada. E vai ficar assim, porque não irei acompanhar o anime para ver se ela sairá da derrota alguma hora.

Escrito por

André Uggioni

Co-Fundador

Editor-chefe | Host do CúpulaCast

Criciúma - SC

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