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Como surgiram as aberturas de anime (opening) e por que amá-las?

25 minutos para leitura
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Em primeiro lugar, sejamos francos: todos gostamos de uma boa opening de anime (ou aberturas de anime, como quiser chamar). Afinal de contas, uma música quando é marcante fica em nossas cabeças por muito tempo.

A galera das antigas (vulgo eu, e talvez você) sempre ficava empolgada quando tocava aquela música na TV, e corria para assistir Cavaleiros dos Zodíaco, Pokémon, Digimon ou Dragon Ball, por exemplo. Além disso, algumas dessas músicas se tornaram praticamente hinos, e nos acompanham até os dias de hoje.

Por isso, muitas openings nos convencem a assistir o anime apenas por que gostamos dela. Pelo menos comigo é assim que funciona as vezes.

Em essência, é possível afirmar que uma abertura de anime é planejada com a finalidade de nos convencer de que iremos gostar do que vamos assistir.

No entanto, eu irei lhe mostrar que uma abertura de anime é mais do que apenas cenas do anime que combinam uma musiquinha de fundo.

Muitas vezes, a opening de um anime é tão bem trabalhada quanto o próprio anime em si.

Quer apostar? Comece dando play nessa abertura abaixo para entrar na onda de “boas aberturas de anime”!

Como surgiram as aberturas de anime (openings), num geral?

Certamente, essa é uma pergunta que com certeza já deve ter passado pela sua cabeça: “Qual foi a primeira abertura de anime?“.

Para responder essa pergunta, irei explicar como surgiu essa “necessidade” de se haver uma abertura.

Após a Segunda Guerra Mundial, programas de televisão começaram a se popularizar. Então, em 1946, os cinemas começaram a migrar para a TV, principalmente na Inglaterra, com filmes e series passando quase que diariamente em determinado horário.

Foi lá que em 1946, estreou oficialmente a primeira serie de TV. Dessa forma, em pouco tempo, haviam vários programas disputando os horários e dias diferentes.

Por isso, alguém, em algum momento, teve a brilhante ideia de colocar uma música bem característica para anunciar que seu show estava começando, fazendo com que mesmo quem não estava prestando a atenção na televisão saberia que seu programa favorito havia começado.

Familia sentada na frente de uma televisão nos anos 50

Adiciono que quase tudo referente aos anos 40 e 50 é bastante vago, pois programas de televisão eram, em sua maioria, ao vivo. Além disso, pouca coisa era documentada ou sobreviveu à passagem do tempo.

Enfim, esses foram os primórdios das aberturas de todo o tipo de programa televisivo que conhecemos hoje…

Mas, e nos animes?

E a primeira opening de anime? Qual foi?

Primeiramente, não tem como falar dos primeiros animes sem citar a Toei Animation, que é uma das pioneiras no ramo. Afinal, foi ela mesma que colaborou com algumas das primeiras animações do mundo todo.

Em 1958, foi lançado a primeira animação feita exclusivamente para a TV, chamada Hakujaden (A Lenda da Serpente Branca), que já possuía uma espécie de “abertura”. Entretanto ela não era uma opening como a gente conhece.

Capa da animação Hakujaden "A serpente branca"

A animação iniciava com uma música que contava a fábula da serpente branca, resumindo mais ou menos a história que seria contada. Coisas assim são bastante comuns na cultura oriental, aliás.

Logo após o lançamento de Hakujaden, a Toei começou seu novo projeto, e, assim, em 1963, Astro Boy foi lançado. Essa obra foi a base que estabeleceu o estilo que conhecemos hoje, como nos diz a história dos animes.

Ou seja, Astro Boy já continha abertura, histórias com tramas recorrentes que duraram mais de um episódio e todo o estilo artístico característico do tipo. Por isso, esse título é considerado o primeiro “anime de verdade” do mundo.

Então, a Toei Animation juntou a ideia de anunciar seu programa, resumir a história e apresentar algumas das aventuras de seu personagem, num espaço de tempo de pouco mais de um minuto (parece familiar?).

Tecnicamente, a primeira abertura de anime da história!

Qual a importância das aberturas de anime?

Sem dúvida que, mesmo “”sabendo cantar”” a opening de um anime, muitos de vocês não chegam a procurar pela letra de uma abertura. Afinal, mesmo algumas plataformas de streaming não chegam nem a legendar essa parte do anime.

Lembra da abertura de Fullmetal Alchemist Brotherhood que está lá em cima desse artigo? Leia atentamente a letra dela e perceba a profundidade dessa parada.

Letra da música em Japones e Em portugues da abertura de Fullmetal Alchemist Brotherhood
KONO OMOI WO, KESHITE SHIMAU- AAAAA

O que você acha dela?

É provável que, para quem já viu o anime, fica bem fácil compreender que a letra está descrevendo, metaforicamente, a jornada dos irmãos Elric.

Principalmente nas partes que dizem: “Lágrimas não levam embora os pecados. Iremos carregá-los para sempre.” e “Não tenho nem um lugar para retornar.”

No entanto, quem não assistiu, fica com essa pequena duvida sobre o que a se trata a abertura, e acabam somente parecendo palavras bonitas, mas “vazias”.

E isso é o mais interessante!

Cena de Fullmetal Achemist onde tem uma casa pegando fogo

No momento em que você entende a abertura, o cartão de apresentação de Fullmetal está completo. Quem não assistiu, não compreende, mas acaba gostando da música (porque é do caralho) e das cenas que a abertura mostra mesmo assim, convidando o espectador a assistir a obra.

Entretanto, não pense que isso só esta limitado a FMAB. Em suma, centenas de outros animes, incluindo o seus favoritos (provavelmente), procuram seguir essa linha de raciocínio: impressionar logo de cara.

Irei mostrar mais alguns exemplos nos próximos tópicos, mesmo que agora o foco seja falar um pouco mais dos responsáveis pela música em si.

A banda compõe as músicas para um anime, especificamente? Como funciona?

A menos que a banda tenha um compositor criativo, a resposta é “não”.

Salvo casos raros em que a banda se propõe em compor exclusivamente a opening de um anime. A maioria prefere compor musicas que “ficam bem” na obra.

Para explicar melhor, eu irei classificar às músicas de abertura de anime em três tipos (isso não é oficial, mas fica mais fácil):

Música Aleatória:

Geralmente é uma música que já está fazendo sucesso e que agregará ainda mais ao anime, pois sua letra, de alguma forma, condiz com a história, enredo ou sentimento que aquela obra (ou parte dela, como um arco específico), quer passar.

Mas as vezes, essa letra pode ter pouca ou nenhuma relação direta com a animação. É, não é o ideal, mas acontece.

A banda Asian Kung-Fu Generation é o maior exemplo disso, pois suas músicas ficavam muito famosas e as empresas percebiam que usá-las na abertura de animes poderia ser um fator relevante na popularidade da série.

Não, essa música não foi feita para Naruto. Pasmem!

Música Inspirada:

Em resumo, essas músicas foram inspiradas pela obra, logo, encaixam muito bem nela, só que a banda compôs para uso próprio. Esse é o tipo mais comum.

Como por exemplo, no caso de muitas músicas de banda Man With a Mission (Log Horizon, Nanatsu no Taizai) e Linked Horizon (Shingeki no Kyojin).

Igualmente citado acima, outro exemplo é o cantor Masayuki Suzuki, que tem um estilo de música Jazz Japonês num ritmo “balada romântica” e foi escolhido para cantar as duas aberturas de Kaguya Sama: Love is War (Love Dramatic e Daddy, Daddy, Do!), que são de composição dele.

Aliás, ambas ÓTIMAS músicas, que deram origem a ÓTIMAS aberturas de anime. Não se esqueça que a “abertura” é o todo, não só a música.

Mas chegaremos lá.

Música Exclusiva:

Em raros casos, essas músicas de abertura são feitas exclusivamente para o uso da obra. Desta forma, sendo difícil encontrar sua versão desvinculada a marca ao anime.

Um bom exemplo seriam muitas das músicas de Myth & Roid (Overlord, Re:ZERO), que não tem como encontrar no Spotify por conta de direitos autorais das empresas que são donas do anime.

É provável que, nesses casos, a composição da música veio por parte de um compositor contratado pela produtora do anime. Em outras palavras, um estúdio compõe a música e a banda fica responsável pela execução.

A música antes citada não tem no Spotify, mas no Youtube tem. Então se quiser dar uma curtida…

Como uma opening influencia a banda que a toca?

Por consequência dos animes, no mercado de música japonesa, várias bandas “aderiram” ao estilo anime de suas músicas, fazendo-as no modelo 1:30 minutos.

Em algumas músicas e você perceberá que, com pequenos ou nem um ajuste, ela pode terminar nesse exato momento. Por este motivo, essa música se torna uma possível candidata a ser comprada para ser utilizada em algum anime.

Por exemplo, veja essa música abaixo “Say it”, da Yorushika. Preste a atenção no tempo e na melodia.

ATIVE ÀS LEGENDAS!!

Ela não se parece muito com uma opening de anime?

Surpreendentemente, esse estilo de música dá tão certo que já tem bandas bastante conhecidas no mercado de animes.

Bem como o caso de Asian Kung-Fu Generation antes citada que está a quase duas décadas presente nas aberturas de animes como: Naruto (“Haruka Kanata”, “Soredawa Mata Ashita” e “Blood Circulator”), Fullmetal Alchemist (“Rewrite”), Bleach (“After Dark”), Erased (“RE: re”) e muitas outras.

À título de curiosidade, no ano de 2002, ano em que “Haruka Kanata” foi lançado, o disco ficou em 1º lugar na parada semanal da Highline Records.

O sucesso do CD foi tamanho que o levou a ser excepcionalmente relançado pela Ki/oon Records no ano seguinte. Em 2004, a música “Rewrite” (do vídeo acima) ficou em 4º das mais tocadas do Japão, e “After Dark” (também acima) atingiu o 5º lugar em 2007.

Foto dos quatro integrantes da Banda Asian Kung-Fu Generation
Integrantes da Asian Kung-Fu Generation

Sendo assim, tocar a abertura de um anime que faz sucesso, é quase que uma garantia para a banda também fazer sucesso por lá.

Dessa forma, o anime se espalha e suas músicas são tocadas em rádios ou pedidas em shows por todo o mundo. Pois é, como o André deixa claro no artigo sobre como funciona a indústria dos animes, “anime também é propaganda”

Bandas que são requisitadas para gêneros específicos de anime

De fato, gêneros de animes pedem músicas que os representem.

Por isso, não faria sentido um anime romântico e dramático tocar um Heavy Metal Eletrônico pela banda Fear and Loathing in Las Vegas. Ou sei lá, algo na pegada de “What’s Up People?”, tema da segunda abertura de Death Note. Ou será que faria?

Outro mal exemplo (ou bom?) seria um anime gore com muita violência ter uma abertura animada e divertida, como Easy Breezy (tema de abertura de Eizouken, por chelmico) ou então “My Secret“, por Mizuno Saaya, que é música de abertura de Kaichou wa Maid-sama.

Em ambos os casos, tudo depende da letra da música e da banda que as tocam para que as coisas deem certo no final.

E falando nisso, existem bandas que possuem o estilo ideal de música para determinados gêneros (ou público-alvo) de animes.

Vejamos alguns exemplos.

Man With a Mission: Ação!

Capa da Banda Man With a Mission

Certamente você já ouviu uma música deles. A banda já tocou abertura de diversos animes. Dentre eles:

  • Log Horizon (“Data Base”),
  • Golden Kamuy (“Winding Road”) ,
  • Nanatsu no Taizai (“Seven Deadly Sins”),
  • Gundam (“Raise Your Flag”),
  • Vinland Saga (“Dark Crow”),
  • Inuyashiki (“My Hero“)
  • E muitos outros…

Dentre seus sucessos, Man With a Mission tocou a música tema do anime The Seven Deadly Sins, que recebe o mesmo nome da animação. Essa música ficou em 2º lugar nas mais tocadas do Japão, segundo Billboard Japan Hot 100. E ainda permaneceu no TOP 10 por 9 semanas consecutivas.

Seu single “Raise Your Flag” foi usado como tema de abertura do anime Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans, que também atingiu o segundo lugar nas mais tocadas, permanecendo por 17 semanas.

Na opening abaixo, “Dark Crow”, a música descreve como a busca por vingança do protagonista de Vinland Saga afetou sua vida. Principalmente quando a letra diz: “Feridas, passado e solidão. Eu às esmagarei e continuarei a lutar”.

Konomi Suzuki: Aventura (e isekai?)

Konomi Suzuki segunrando seu Single Beat Your Hear

Konomi Suzuki é uma cantora bastante recente nos termos de aberturas de anime, mas, mesmo assim, ela merece um destaque .

A cantora é vinculada a Media Factory, uma filiada da Kadokawa que, dentre outras coisas, compõe algumas músicas para animes e anúncios de mangás.

Ela já cantou aberturas dos animes:

  • No Game No Life (“This Game”)
  • Re:Zero − Starting Life in Another World (“Redo”)
  • Dusk Maiden of Amnesia (“Choir Jail”).

A segunda opening de Re:Zero, “Redo”, descreve perfeitamente toda a trama do anime.

Como citei anteriormente, o fato dás músicas dela serem exclusivas, às tornam difíceis de encontrar…

TK da Ling Tosite Sigure: Psicológico/Drama

Mesmo que a banda Ling Tosite Sigure toque músicas próprias, o seu vocalista conhecido como “TK” tem seu pé no mundo dos animes. Contudo, ele não desvinculou seu nome da banda, sempre sendo referido como “TK da Ling Tosite Sigure“.

Ele já apareceu cantando várias aberturas de animes, tais como:

  • Tokyo Ghoul (“unravel”, “Katharsis”)
  • Psycho-pass (“Abnormalize”)
  • 91-Days (“Signal”)
  • Pet (“Chou no Tobu Suisou”)

A abertura de Psycho-Pass fala sobre um mundo onde não se pode revelar os verdadeiros sentimentos. Um mundo belo e perfeito, porém feito de plástico (artificial e frágil). Ou seja, a abertura faz jus ao anime.

Myth&Roid: Dark Fantasy, talvez?

Dupla Myth & Roid

Myth & Roid nasceu em 2015, já lançando seu primeiro single “L.L.L” (Leashed Luminous Love) que foi tema encerramento de Overlord. A música fez tanto sucesso que alcançou a 3ª posição das mais baixadas no iTunes do Japão.

Como resultado de seus trabalhos, Myth & Roid é uma banda bastante conhecida por compôr singles (músicas sem álbum) para animes.

Dentre os animes em que eles estão presentes, estão:

  • Duas músicas para Overlord (“L.L.L” e “Hydra”)
  • Duas para RE:Zero (“Styx Helix” e “Paradisus-Paradoxum”),
  • Uma para Youjo Senki (“Jingo Jungle”)
  • Uma para um dos filmes de Made in Abyss (“Forever Lost”).

E sim, quase todas as músicas são exclusivas.

Suas músicas eletrônicas são bastante difíceis de se entender, com muitas palavras no sentidos figurado.

Como no caso de “Jingo Jungle”, “Jingo” significa “patriota fanático” ou “Todos aqueles que são a favor da guerra”, e “Jungle”, no sentido de “Selvageria”.

A opening descreve como a guerra torna os humanos como animais irracionais que acatam ordens e, que acima deles, tem aqueles que se divertem com isso.

Fear and Loathing in Las Vegas: animes… de ação… e psicológicos?

Os cinco integrantes da banda Fear and Loathing in Lasvegas

FLLV é uma banda eletrônica que nasceu em 2008.

Em 2011 um lutador de WWE conhecido como PAC usou uma de suas músicas Evolution (Entering the New World) como seu tema de apresentação. Em 2012, a música Jump Around fez parte das faixas de músicas do jogo PES 2012.

Esses dois eventos serviram para “alavancar” a banda que teve duas de suas músicas, “Just Awake” (ending de Hunter x Hunter) e “Chase the Light” (abertura da segunda temporada de Kaiji), usadas em animes também em 2012.

Além dos já citados, dentre os animes em que eles já tocaram, estão:

  • Baki the Grappler (“The God of Knockout”)
  • Parasyte (“Let me Hear!”)
  • Sengoku Basara: End of Judgement (“Thunderclap”)

A música tema de Parasyte fala de como os humanos são incríveis e estão acima de todas às outras espécies. Mas, ao mesmo tempo, são tão irracionais quanto animais.

A ideia é nos fazendo perguntar “O que é ser humano?”. Reflexão esta que só faz sentido no final do anime, mas faz.

Linked Horizon: um caso à parte

Poster da Orquestra Linked Horizon

Linked Horizon não é exatamente uma banda, mas sim uma orquestra sinfônica comandada pelo cantor e compositor Yasuo Kamanaka, mais conhecido como “REVO”. Ele denomina seu estilo como: Fantasy Band, Opera Metal e Simphony Rock.

Yasuo já era um compositor conhecido na indústria dos games no Japão.

Em 2012, criou o grupo ao propósito de tocar várias músicas do jogo Bravely Default: Flying Fairy, título que foi bastante elogiado, principalmente pela sua trilha sonora.

Em seguida, REVO compôs e cantou a abertura de Shingeki no Kyojin (“Guren no Yumiya”) em um single chamado “Jiyuu he no Shingeki” que vendeu quase 130.000 copias… Só na primeira semana.

Em 2014, REVO compôs a abertura de Sailor Moon Crystal (“Moon Pride”). A banda voltou em 2017, na segunda temporada de Shingeki no Kyojin com a clássica “Shinzou wo Sasageyo”.

Outro sucesso estrondoso!

ATIVE ÀS LEGENDAS!!

Na temporada seguinte, REVO compôs a ending da primeira metade de Shingeki no Kyojin, “Requiem der Morgenröte”.

Na segunda metade, ele voltou com a opening, “Path of Longing and Corpses”.

Apresentação da orquestra Linked Horizon em 2019
Eles incorporaram o anime em suas apresentações

REVO diz que, em suas composições, ele tenta fazer o público imergir na música, fazendo com que o ouvinte viva a história contada pela canção, ao mesmo tempo que sinta a ação em cada nota tocada.

Finalizando…

Enfim, acredito que boa parte dos que leram esse artigo não haviam se dado conta da importância de uma boa opening ou abertura de um anime.

Elas são quase como “apresentar o anime com o pé direito”.

Inegavelmente, eu sou o tipo de pessoa que julga um anime pela sua abertura (me julguem). Quero dizer, julgo quando as aberturas de anime contém elementos preguiçosos, como simplesmente passar várias cenas dos episódios, ou quando a música está completamente fora de contexto. Em casos assim, ou a direção da opening foi preguiçosa, ou não-criativa.

Além disso, quem aí nunca ficou puto com aberturas de anime que dão spoilers? E isso é frequente! Até mesmo One Piece comete esse pecado no arco de Wano…

Dessa forma, prefiro aberturas de anime com composições que podem se modificar a medida que a obra evolui, ou mostrar o que vai acontecer no anime sem deixar as coisas óbvias.

Esse diferencial mostra bastante criatividade por parte dos envolvidos na produção e composição das aberturas de anime.

Só para ilustrar o que eu quis dizer: finalizo dizendo que aposto que você imaginava que esse personagem que aparece nos primeiros segundos da opening de Fullmetal era o Edward. Pelo menos a primeira vez que você assistiu.

Estou errado?

Imagem de um personagem presente na abertura de Fullmetal Alchemist
Essa é mais uma das mágicas de uma boa abertura: um pseudo plot-twist!

Gostou? Recomendo fortemente os canais “Animes Opening” e “Animes Nii-san“. Ambos os canais mandam bem traduzindo fielmente as aberturas de anime e encerramentos, até mesmo na versão completa das músicas.

Além disso, claro, pelo canal do Youtube da Crunchyroll Brasil você tem acesso a uma porrada de aberturas de anime também!

EXTRA

O canal Mother’s Basement (um dos melhores do Youtube sobre anime) fez uma incrível análise individual e comparativa das duas aberturas de Kaguya-sama. O vídeo está em inglês, mas com as legendas e o inglês básico você já consegue entender o quanto de carinho e detalhe uma abertura pode ter.

Escrito por

João Bernardes

Escritor

Gamer | Mestre dos guias

Campo Grande - MS

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